Jogos de azar

fonte: Guiame

Atualizado: Terça-feira, 24 Junho de 2014 as 9:40

Jogos de azarA primeira coisa que precisamos fazer é uma distinção entre diversos tipos de jogos. Há as competições esportivas, que exigem inteligência e habilidades especiais. Não há nada contra este tipo de jogos. Depois, temos as apostas em competições, como corridas de cavalos ou em qualquer outra modalidade esportiva. Aí se torna jogo de azar. Temos também os jogos permitidos por lei, que são as várias modalidades de loteria, os bingos - este último, muito usado até por igrejas cristãs e instituições - e os sorteios pelo telefone valendo dinheiro, carros e outros prêmios. Quem explora este tipo de jogo tem licença de órgão público competente. Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente. E vêm também os jogos ilícitos, cujo mais popular é o Jogo do Bicho. Os cassinos (online ou presenciais) são mais uma modalidade de jogos de azar ilegal. Para o cristão, o que realmente importa é se estas modalidades de jogo acabam por afetar algum princípio bíblico.

A Bíblia não proíbe de forma explícita os jogos de azar. Entretanto, nossa ética é elaborada não somente com aquilo que a Bíblia ensina explicitamente como também com aquilo que pode ser legitimamente derivado e inferido das Escrituras. Existem diversos princípios bíblicos que deveriam fazer o crente hesitar antes de jogar:

1. O trabalho é o caminho normal que a Bíblia nos apresenta para ganharmos o dinheiro que precisamos, Ef 4:28; 2Ts 3:12; Pv. 31. Quando uma pessoa não pode trabalhar, ela deve depender de Deus pela oração (Fp 4.6, 19).

2. Tudo que ganho pertence a Deus (Sl 24.1), e como mordomo, não sou livre para usar o dinheiro do jeito que quiser, mas sim para atingir os propósitos de Deus. E quais são estes propósitos? Aqui vão alguns mencionados na Palavra: (1) Suprir as necessidades da minha família (1Tm 5.8); (2) compartilhar com os irmãos que têm necessidades (2Co 8-9; Gl 6:6-10; 3 João); (3) sustentar a obra do Evangelho (Ml 3.10). Pergunte a si mesmo: Deus gostaria que eu...

Por Rev. Augustus Nicodemus

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