Líder do Ministério Unção de Deus fala sobre campanha contra o suicídio: "Uma atitude pode mudar uma vida"

Em entrevista exclusiva ao Portal Guiame, o líder do ministério, Rafael Novarine falou mais sobre a campanha "Confia" que já tem mais de cinco meses.

fonte: Guiame, João Neto

Atualizado: Quarta-feira, 11 Março de 2015 as 7

Em um novo relatório divulgado no segundo semestre de 2014, a Organização Mundial de Saúde constatou que o Brasil ocupa o 8º lugar entre os países com maiores índices de suicídio, em todo o mundo.

Em nível mundial, cerca de 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. Os números chegam a formar uma taxa de 11,4 mortes por esta causa a cada 100 habitantes no planeta.

Segundo cálculos feitos pelos pesquisadores, é como se a cada 40 segundos, uma pessoa cometesse suicídio.

Estes dados tão alarmantes não somente preocuparam o Ministério Unção de Deus, mas também levaram seus integrantes a montarem uma campanha contra o suicídio que está ganhando força no país.

Adotando estratégias de abordagens simples das pessoas nas ruas, o Ministério tem mobilizado toda a sua igreja e comunidades parceiras a se unirem por esta causa.

Em entrevista exclusiva ao Portal Guiame, o líder do ministério, Rafael Novarine falou mais sobre a campanha "Confia" que já tem mais de cinco meses.

Confira a entrevista na íntegra:

Portal Guiame: Esta campanha contra o suicídio chega em um momento no qual as estatísticas de mortes por esta causa são alarmantes. Como surgiu a ideia de alinhar a mobilização da igreja, do grupo de louvor e a tematização do CD “Confia” com esta causa?

Rafael Novarine: O fato é que muito próximo de nós, há pessoas querendo tirar a própria vida. Algo que nunca imaginaríamos. Percebemos então que precisávamos fazer alguma coisa como Igreja, levar realmente uma palavra de esperança. E o link com a música “Confia” vem por meio da própria letra da canção, que é muito forte. Eu estava passando por um momento muito complicado quando Deus me deu essa canção junto ao pereiro de composição, Ronald Fonseca. Achava que aquela dificuldade nunca iria passar. Não cheguei ao ponto de querer cometer suicídio, longe disso, mas achei que viveria com o mesmo problema por toda a minha vida. Foi quando entendi que precisava confiar em Deus e que tudo ia passar. Essa é a mensagem que queremos transmitir por meio dessa campanha. Pessoas que estão sem esperança, sem saída, sem solução... Elas podem confiar em Deus, poque só Ele pode fazer o sobrenatural acontecer.

Guiame: Entre as ações realizadas pela igreja, manifestos públicos, com faixas e panfletos expostos por membros da igreja têm se destacado. Como é feita a abordagem das pessoas nas ruas e como elas têm recebido esta inciativa?

Rafael: Boa pergunta. Vamos para as ruas e ficamos em pontos estratégicos como, sinais de trânsito, esquinas etc. Levantamos as faixas, distribuímos panfletos e falamos breves palavras de esperança, tais como: “Deus abençoe”; “Deus tem algo especial na sua vida”; “Não desista, tudo já vai passar”. Os ônibus e carros que circulam na hora, buzinam, piscam o farol, em uma demonstração clara de apoio à campanha. Há aqueles que filmam de dentro do carro ou no meio da rua e postam nas Redes Sociais. E por falar na Redes Sociais, fazemos um trabalho bem estratégico, com frases simples, mas muito diretas. Porque o que Deus nos conduziu a fazer foi algo simples, específico, que chegue sem rodeios às pessoas, que só de olhar para uma faixa ou panfleto, elas consigam entender qual é o propósito de estarmos ali.

Guiame: Após quase cinco meses de campanha, quais as principais lições que essa iniciativa tem proporcionado ao ministério (igreja e grupo de louvor)?

Rafael: Para mim a principal delas, é que precisamos exercer o amor, saindo das paredes do templo e mostrando o amor de Deus para quem está lá fora. Não podemos ser egoístas e querer Deus só para nós mesmos. É necessário dividirmos esse amor maravilhoso com os outros. Aprendemos também que uma palavra, uma atitude pode mudar a vida e a história de uma pessoa, de uma família inteira. Um testemunho muito interessante a esse respeito e que nos marcou muito, aconteceu após o término de um evangelismo que realizamos. Nesse dia, entramos na igreja para guardar as faixas e os panfletos, quando chegou um jovem e pediu que abríssemos as faixas novamente para que ele pudesse tirar uma foto e mandar para um amigo que estava muito mal e que queria acabar com a própria vida. Ficamos muito impressionados com aquilo, pois mostrou que estamos no caminho certo. Outro testemunho, aconteceu durante a nossa participação, no dia 8/1/15, no evento praiano, “Jesus Vida Verão”, realizado na Praia de Itapoã, em Vila Velha (ES). Durante a nossa ministração, pedi que trouxessem as faixas da campanha e as abrissem no palco. Foi algo muito especial para nós. Naquele momento, profetizamos sobre o local. Ao descer do palco, rebemos testemunhos de pessoas que queriam se matar, mas que naquele momento em que oramos e abrimos as faixas, elas desistiram, aceitaram a Jesus e disseram que queriam viver uma nova vida. Aleluia! Não temos como mensurar todo o alcance dessa campanha. Só temos que continuar a fazer o que Deus mandou.

Guiame: Notícias de cristãos que cometeram suicídio (com casos até mesmo entre famílias de pastores) têm chocado muitas pessoas. Em sua opinião, como você acha que a Igreja deve lidar com estes fatos?

Rafael: Com amor, como disse acima. Devemos despertar e cuidar das pessoas com amor, com palavras de esperança e compaixão. Conheço pessoas que estão deprimidas por causa de palavras lançadas. O pior é saber que as pessoas que falaram essas palavras não se arrependem, apenas dizem que os outros são muito fracos. Cada um tem uma forma de receber as coisas. Temos que aprender a entender o próximo, a nos colocar no lugar do outro, a conversar e a dialogar mais, nos interessarmos pelos problemas dos outros. Sinceramente, tenho que amar mais as almas, amar o diferente, amar sem distinguir. Às vezes, queremos convencer o homem do pecado, quando na verdade a Bíblia diz que o Espírito Santo é quem convence o homem do pecado (João 16.7-8). Julgamos muito e não somos juízes. Tudo isso se resume em amor. Os problemas vêm e podem acontecer com você, com seu irmão, com seus pais, filhos ou alguém muito próximo. Assim está escrito: “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.39.) 

 

 

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