Vencendo o câncer, professor cristão carrega a tocha olímpica no CE: "Sem Deus, eu não teria forças"

Antônio Carlos é professor da Escola Estadual José de Alencar, em Fortaleza (CE). Após receber o convite do Comitê Olímpico para participar do evento, o preparador físico destacou que "disse sim, apenas confiando em Deus".

fonte: Guiame, por João Neto

Atualizado: Quarta-feira, 8 Junho de 2016 as 11:30

 

Na tarde da última terça-feira (7), a tocha olímpica passou por Fortaleza, sendo carregada por personagens que trazem consigo testemunhos de fé, força e superação. Exemplo disso, foi o preparador físico Antônio Carlos Santos, que mesmo em meio a uma luta contra o câncer, aceitou o convite do comitê olímpico para participar do revezamento, no trecho que foi da passarela da Unifor até o viaduto ao lado do Centro de Eventos do Ceará. Atualmente, seu estado de saúde é considerado estável, porém ele continua sendo submetido a sessões de quimioterapia.

Professor da Escola Estadual José de Alencar - que foi escolhida como representante da educação para participar do evento olímpico - Antônio Carlos foi indicado por seus colegas para carregar a tocha. Após receber o convite oficial do Comitê Olímpico para o evento, o preparador físico destacou que "disse sim, apenas confiando em Deus".

"Deus está em primeiro lugar, em todas as coisas. Se não fosse a presença de Deus, eu não teria forças para suportar", disse.

Com um testemunho emocionante, Antônio Carlos falou com exclusividade para o Guiame e mostrou que tem avaliado este período de batalhas contra um câncer que o levou à retirar o seu estômago, como um tempo de provas do cuidado de Deus.

"Desde o momento em que eu recebi a notícia de que eu estava doente, Deus providenciou todas as coisas na minha vida, como bons médicos, a minha cirurgia foi bem sucedida, o hospital - mesmo com os problemas que o nosso país enfrente na área da saúde. Diante desse problema eu poderia estar dizendo: 'Por que isto está acontecendo?', mas Deus me mostrou o outro lado", destacou.

"A gente tem que seguir em frente, tem que ter fé e acreditar que Ele vai providenciar todas as coisas".

Antônio Carlos reconheceu que a notícia sobre sua enfermidade chegou a deixá-lo um tanto abalado, mas com sua fé em Deus e muita resiliência, essa luta contra o câncer tem sido vencida diariamente.

"Falta o chão, a gente não sabe onde vai ficar, mas aos poucos eu fui aprendendo a conviver com a doença. Não é fácil... teve quimioterapia, cirurgia, e estou fazendo quimioterapia de novo. Deus tem cuidado espiritualmente, para que eu não entre em depressão, porque isso influi no tratamento", confessou.

Professor Antônio Carlos posa ao lado de sua esposa, Renata, com a  tocha olímpica nas mãos. (Foto: Alexandre Lutz)

Igreja = Família
Segundo o professor, o apoio da família e também dos amigos da igreja Batista Central de Fortaleza - na qual é membro - têm sido de grande importância em seu tratamento.

"A igreja tem sido muito importante. O pessoal do GR [Grupo de Relacionamento], que mesmo antes de me conhecer já enviava mensagens de apoio e expressava o desejo de estar perto, e que orava por mim", disse.

"Isso foi e ainda tem sido de extrema importãncia. Deus transformou a minha vida".


Fé e Força

Apesar de trabalhar como preparador físico e prezar pelo cuidado de seu corpo, Antônio Carlos já havia vivenciado uma batalha anterior contra o câncer, quando o seu pai fora diagnosticado com a doença - também no estômago - e acabou falecendo em 2013.

Segundo os médicos, o fator hereditário pode ter sido crucial para explicar a descoberta da enfermidade no professor de educação física.

"O câncer é uma doença 'silenciosa'. Eu não tinha sintomas de nada. Foi realmente um baque muito grande quando eu descobri. [...] No momento passa tudo pela cabeça. O meu primeiro sentimento foi o que eu iria morrer. Mas hoje, graças a Deus, eu consigo me alimentar, lógico que com algumas restrições", explicou.

Antônio Carlos também destacou que a decisão de não se deixar abater pela doença também é essencial para que a vida continue e o tratamento seja bem sucedido.

"Eu não me deixei abater. Se eu ficasse pensando só na doença o tempo todo, eu teria me abatido, mas eu pensei nas possibilidades. Enquanto eu estou vivo, quero continuar vivendo e Deus tem me proporcionado isso. Qualquer um de nós pode vir a falecer, ninguém sabe. Eu tenho me inspirado em uma frase que diz: 'Os homens vivem como se não fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido", disse.

"Eu quero continuar vivendo, com a presença de Deus, com a força que Ele tem me dado e que tem me transformado", afirmou.

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