Mais de 100 pastores pedem que escolas ignorem política de banheiros transgêneros, nos EUA

Em maio deste ano, o presidente Obama emitiu uma diretiva para as escolas públicas de todo o país, exigindo que elas permitam que os alunos transexuais utilizem os banheiros conforme sua identidade de gênero, em vez de seu sexo biológico.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Sábado, 6 Agosto de 2016 as 10:12

Em uma entrevista à BuzzFeed News, Obama argumentou que tal medida era necessária para proteger a dignidade das pessoas transexuais. (Imagem: ChurchMilitant)
Em uma entrevista à BuzzFeed News, Obama argumentou que tal medida era necessária para proteger a dignidade das pessoas transexuais. (Imagem: ChurchMilitant)

Mais de 100 pastores recentemente assinaram uma carta aberta aos funcionários públicos do estado de Ohio (EUA), encorajando-os a ignorar o decreto controverso do presidente Barack Obama sobre a política de banheiros transgêneros. A normativa emitida pela Secretaria de Educação dos Estados Unidos ordenou que as escolas públicas devem acatar à política de banheiros transgêneros ou perderão o financiamento do governo federal.

Em maio deste ano, o presidente Obama emitiu uma diretiva para as escolas públicas de todo o país, exigindo que elas permitam que os alunos transexuais utilizem os banheiros conforme sua identidade de gênero, em vez de seu sexo biológico.

A Rede Comunidade de Oração Richland reuniu 102 pastores, que assinaram uma carta aberta aos funcionários de Ohio, incluindo a diretoria da escola e o governador de Ohio, John Kasich.

"O governo federal tem demonstrado uma hostilidade aberta aos seus cidadãos e, mais especificamente, nossas mulheres e crianças, forçando sua forma radical da ortodoxia, que sem dúvida irá desestabilizar o ambiente escolar de aprendizado", afirma a carta.

"Como pastores e conselheiros espirituais que representam mais de 100 congregações em Richland County, Ohio, nós oficialmente chamamos para a desobediência civil da diretiva ilegal sobre banheiros transgêneros, emitida pelo Departamento de Educação, datada de 13 de maio de 2016".

Em uma entrevista à BuzzFeed News, Obama argumentou que tal medida era necessária para proteger a dignidade das pessoas transexuais.

"Estamos falando de crianças, e qualquer um que for à escola, estiver na escola... estamos falando de pais... eu acho que devemos perceber que as crianças que são, por vezes, em minoria - os pequenos que têm uma orientação sexual diferente ou são transgênero - estão sujeitos a sofrerem bullying e potencialmente estão vulneráveis​​", disse Obama.

"Eu acho que é parte da nossa obrigação, como sociedade, nos certificarmos de que todo mundo é tratado de forma justa e nossos filhos são todos amados, que eles estão protegidos e que sua dignidade é afirmada".

O decreto suscitou muita oposição dos conservadores políticos, bem como uma ação movida por vários estados, argumentando que a diretiva é um exemplo de abuso de autoridade federal.

Logo após a diretiva ser emitida, um grupo de 11 estados ajuizou uma ação, questionando a orientação federal no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte do Texas

Esses 11 estados foram: Texas, Alabama, Georgia, Louisiana, Oklahoma, Tennessee, Utah, Virginia do Oeste, Wisconsin, Arizona, e Maine.

Por sua vez, Ohio se juntou a um processo separado com nove outros estados, que foi apresentado em Julho. Liderados por Nebraska, os estados de Arkansas, Kansas, Michigan, Montana, Dakota do Norte, Carolina do Sul, Dakota do Sul e Wyoming também se opuseram à política de banheiros transgêneros.

"[A diretiva de Obama] substitui a autoridade dos distritos escolares locais para tratar de questões estudantis de forma individualizada, profissional e privada", afirmou o Gabinete do Procurador-Geral de Nebraska.

"Quando uma agência federal toma tal ação unilateral em uma tentativa de mudar o sentido da lei estabelecida, cabe àqueles que querem manter o Estado de direito para prosseguir a clareza jurídica em tribunal federal, a fim de reforçar o Estado de Direito".

O Departamento de Educação de Ohio disse que não poderia responder sobre o assunto, devido a estar preso a litígios pendentes.

veja também