Manny Pacquiao cita Bíblia para defender pena de morte nas Filipinas: "Deus de justiça"

Considerado uma lenda viva do boxe internacional, Manny Pacquiao atualmente é senador nas Filipinas e pediu que crimes como o tráfico de drogas sejam punidos com a pena de morte.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Sexta-feira, 19 Agosto de 2016 as 2:40

Depois de se aposentar do boxe, Manny Pacquiao foi eleito senador em seu país. (Foto: Reuters)
Depois de se aposentar do boxe, Manny Pacquiao foi eleito senador em seu país. (Foto: Reuters)

Ícone do boxe mundial, o atleta cristão e atual senador filipino, Manny Pacquiao, pediu que traficantes de drogas e outros autores de crimes hediondos sejam condenados à morte, dizendo que a Bíblia tem dado autoridade ao governo para fazê-lo.

O atleta aposentado de 37 anos é um dos pugilistas mais reverenciados do planeta e também é conhecido por declarar abertamente sua fé cristã. Agora senador em seu país, Pacquiao proferiu seu primeiro discurso como senador durante uma sessão legislativa na semana passada. Apelidado carinhosamente de "Pacman" nos tempos de boxe, o novo senador pediu que seja restaurada a pena de morte nas Filipinas, dizendo que isso iria beneficiar muitos cidadãos que cumprem a lei.

Embora a pena de morte tenha sido revogada nas Filipinas em 2006, Pacquiao falou sobre a destruição e os "caos" que o comércio ilegal de drogas está causando no país.

"Meu primeiro discurso, já como senador, incidirá sobre um dos maiores problemas que assolam nosso país", disse Pacquiao. "Eu falo a vocês por causa dos sinais de urgência sobre a questão do problema das drogas, que se tornou alarmante e fica pior a cada dia".

Ao pedir que a pena de morte seja restaurada, o atleta cristão citou vários versículos da Bíblia para justificar o direito do governo de executar os criminosos.

"A pena de morte é legal, moral e uma ação governamental sancionada. Depois de ler a Bíblia, estou convencido de que Deus não é apenas um Deus de misericórdia, mas Ele também é um Deus de justiça", Pacquiao afirmou. "Então, sobre a questão da pena de morte, eu não poderia deixar de consultar a Bíblia".

"Eu encontrei inúmeros versos e aqui estão alguns", acrescentou Pacquiao.

Manny Pacquiao é considerado uma das lendas vivas do boxe internacional. (Foto: ESPN)

Pacquiao citou primeiro a passagem de Gênesis 9:6, que diz: "Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado".

Pacquiao, em seguida, passou para Êxodo 21:12, onde se lê: "Quem ferir um homem, vindo a matá-lo, terá que ser executado".

Já no Novo Testamento, Pacquiao citou Romanos 13: 4, que fala sobre o papel das autoridades: "Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal".

Pacquiao advertiu o Congresso que o tráfico de drogas é um problema tão grande que "mesmo os cidadãos inocentes que decidem não fazer uso dos entorpecentes são vítimas, considerando que os viciados também saem às ruas para causar estragos".

"Os viciados em drogas são tão dependentes dessas substâncias, quanto os cartéis do tráfico são viciados em dinheiro", acrescentou. "Temos de falar com as mentes criminosas na única linguagem que eles entendem. Eles devem entender que o nosso governo vai acabar com a impunidade. Eles têm lucrado com o sangue de milhares e milhares de jovens filipinos. Isso deve parar agora".

Ele citou dados da 'Philippine Drug Enforcement Agency' ('Agência de Combate às Drogas nas Filipinas'), que constatou em um relatório referente a 2015 que 26,91% dos bairros no país estão "afetados pelo tráfico". No entanto, esse número aumentou para 92,44%, desde junho de 2016.

Embora Pacquiao esteja pedindo a pena de morte, ele ressaltou que os direitos dos suspeitos a um julgamento justo devem ser respeitados. Ele também enfatizou que o governo não está fazendo o suficiente para prender os criminosos responsáveis e os cidadãos estão suscetíveis a "fazerem justiça com as próprias mãos".

A pena de morte nas Filipinas foi originalmente revogada em 1987, mas foi reinstituída em 1993 antes de ser revogada novamente em 2006.

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