Médica cristã doa seu rim ao filho de um paciente: “Sabia que um milagre iria acontecer”

Ester Kwok, uma médica da Califórnia, Estados Unidos, doou seu rim ao filho de um de seus pacientes — mesmo correndo o risco de enfrentar problemas de saúde no futuro

fonte: Guiame, com informações de Gospel Herald

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2016 as 12:40

"Eu me doei sob anestesia, mas Jesus se deu sem anestesia por todos os homens", disse a médica diante de seu ato. (Foto: Stanford Health Care)
"Eu me doei sob anestesia, mas Jesus se deu sem anestesia por todos os homens", disse a médica diante de seu ato. (Foto: Stanford Health Care)

Abnegação, compaixão e fé. Essas são as palavras que resumem a história de Ester Kwok, uma médica da Califórnia, Estados Unidos, que doou seu rim ao filho de um de seus pacientes — mesmo correndo o risco de enfrentar problemas de saúde no futuro.

Ester sabia que a vida de Jonathan Chan dependia de um novo rim. Jonathan, filho de um paciente de longa data, vinha carregando uma doença renal crônica há três décadas. Os últimos dois transplantes renais que o jovem havia feito falharam, e as chances de encontrar um novo doador eram raras, devido a seu tipo sanguíneo.

Enquanto isso, outro conhecido de Ester, seu médico assistente, também precisava de um rim. "Eu sou cristã, e acredito que Deus nos coloca em situações onde Ele quer que sejamos seus instrumentos", disse a doutora Ester ao site The Gospel Herald.

"Oramos pela cura e isso não aconteceu. Eu achei que fosse uma espécie de coincidência ver duas pessoas que eu sabia que precisavam de transplantes de rim. Talvez Deus não tenha curado porque Ele queria que eu fizesse alguma coisa, eu pensei", disse ela.

Conflitos

Embora Ester sentisse que Deus a estava chamando para doar um rim, a atitude iria contra suas convicções religiosas. "Eu sabia que Deus era capaz de curar, e minha esperança era que um milagre acontecesse sem a intervenção do homem. Mas, neste caso, eu sabia que eu só precisava dar um passo de fé para ser usada por Deus — eu sabia que um milagre ainda iria acontecer", disse a médica

Outra barreira enfrentada por Ester, que é asiática, é que a doação de um órgão também iria contra a sua cultura. "Uma das razões pelas quais os asiáticos não doam órgãos é porque acreditamos que nossos corpos são gerados por nossas mães, e você tem que honrar sua mãe honrando seu corpo, o mantendo por completo, sem fazer qualquer mal a ele", explicou.

Por ser criada no cristianismo, a médica sabia que sua mãe entenderia a vontade de Deus. "Como cristãos, não devemos apenas falar sobre ajudar os outros, mas também precisamos agir. Ao agir, estou realmente expressando o que minha mãe me ensinou. A maior maneira de honrar a ela não seria agindo de acordo com o que ela me ensinou?", questiona.

Decisão

Ester incluiu seu nome no Registro Nacional do Rim, confiando que Deus poderia fazer um milagre. Três anos mais tarde, seu nome foi selecionado para uma cadeia de doação de 12 pessoas, e Jonathan finalmente pôde receber um novo rim.

Jonathan tentou desistir da cirurgia, temendo pela saúde de Ester. No entanto, apesar dos possíveis riscos para a saúde, a médica estava determinada a seguir em frente.

"Eu disse a ele que este era um dom gratuito, e ele apenas precisaria aceitar — assim como a vida eterna foi um dom gratuito que eu aceitei. Desde que me foi dada a vida eterna, como eu poderia não doar uma pequena parte de mim?", questionou Ester. "Eu me doei sob anestesia, mas Jesus se deu sem anestesia por todos os homens. Se ele fez isso, como posso não fazer o que Deus me pediu?"

Imprevisto

Ester e Jonathan passaram pela cirurgia em junho de 2015. No entanto, após a doação, a médica soube que o corpo do jovem estava à beira de rejeitar o rim doado.

"Eu orei: 'Senhor, quando eu passei por tudo isso, eu nunca cogitei que a rejeição poderia acontecer. Será que eu passei por tudo isso para nada?'". Então, Ester ouviu a suave resposta de Deus: "Eu permiti que isso acontecesse. É preciso ter fé. Eu não fiz tudo isso para nada."

Um ano depois, Ester reencontrou Jonathan — mas desta vez, ele estava completamente saudável.

"Fé é acreditar que tudo vai ficar bem", disse a médica. "Eu não via [Jonathan] bem, mas eu senti em meu coração que ele ficaria bem e aprenderia a confiar em Deus, apesar de não ser capaz de entender a fé. Eu não sei o que Deus tem reservado para mim no futuro, mas eu sei que independente do que for, eu só tenho que confiar Nele."

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