Ministro de louvor questiona a Bíblia e gera polêmica nos EUA

Já em 2012, Michael - filho do pastor e escritor Ed Gungor - havia revelado em uma postagem de seu blog que ele havia concluído que o relato de Gênesis é apenas figurativo.

fonte: Guiame

Atualizado: Quinta-feira, 7 Agosto de 2014 as 4:22

O ministro de louvor Michael Gungor tem gerado polêmica desde que assumiu não acreditar literalmente na mensagem exposta pelo livro de Gênesis. Porém as críticas têm se intensificado ainda mais nos últimos dias, ao ter o seu nome confirmado em um projeto colaborativo chamado os liturgistas, que apresenta palestrantes como Rob Bell, a cantora Nichole Nordeman, a escritora Rachel Held Evans e outros, que se caracterizam como sendo "decididamente cristãos na prática".

Michael Gungor e sua esposa Lisa formaram uma congregação chamada "Bloom", em Denver, no ano de 2006 e são conhecidos por suas premiações alcançadas no Dove Awards e indicações ao Grammy na categoria "Música de Adoração". Em 2013, eles ganharam um prêmio do Independent Music Awards por seu álbum de performances "A Creation Liturgy" ("Uma Liturgia da Criação").

Já em 2012, Michael - filho do pastor e escritor Ed Gungor - revelou em uma postagem de seu blog que ele havia concluído que o relato de Gênesis é apenas figurativo.

"Eu acho que eu vou ter que sair do armário e confessar... não, garoto... desculpe, eu não acredito literalmente em uma criação de seis dias. Em minha escola cristã, durante o meu crescimento, nós todos bufamos e rimos se um cientista em um documentário mencionasse a evolução ou falasse sobre como este tipo de animal existiu há milhões de anos. Mas agora que sou um compositor, eu vejo tudo isso como um grande absurdo. Gênesis é um poema que eu já vi", escreveu Gungor.

Ao postar o link do blog no Facebook, os fãs do músico ficaram divididos. Alguns expressaram apoio e outros afirmaram sentir profunda decepção.

"Maravilhoso! Eu acho que é imperativo que nós nos lembremos de que a Bíblia foi inspirada por Deus, mas escrita por mãos humanas, tentando entender a vida, assim como nós somos hoje", comentou um internauta chamado Alex na postagem de Gungor.

"A queda do homem e da morte de Cristo / ressurreição têm tudo a ver um com o outro. Se Genesis é um poema (não literal), em seguida, o evangelho poderia muito bem ser, também", opinou Ben, que discordou do músico.

Mas no início deste ano, Gungor revelou seus pensamentos ainda mais profundos, explicando em um blog intitulado "O que nós acreditamos?" que ele "não tem mais capacidade de acreditar" literalmente, não somente na história da criação contada no primeiro livro da Bíblia, mas também em outras passagens do Gênesis.

"Eu não tenho mais capacidade de acreditar, por exemplo, que as primeiras pessoas na terra eram um casal chamado Adão e Eva, que viveram há 6.000 anos. Eu não tenho capacidade de acreditar que houve uma inundação que cobriu todas as montanhas mais altas do mundo apenas 4.000 anos atrás e que todas as espécies de animais que existem hoje estão aqui porque foram conservadas em uma arca e, em seguida, de alguma forma andaram ou voaram por todo o mundo a partir de uma montanha no Oriente Médio, depois que a água secou", disparou.

Gungor ainda comparou a credibilidade da história da criação com lendas como Papai Noel.

"Eu não tenho mais capacidade de acreditar nessas coisas. É mais forte que acreditar em Papai Noel ou não acreditar na gravidade. Mas eu tenho uma escolha a fazer com essas descrenças. Eu poderia jogar fora essas histórias como mentiras, ou eu poderia tentar encontrar algum valor nelas, como histórias", disse.

Segundo um comentarista norte-americano, Gungor não tem sido claro em relação ao que realmente acredita.

"Ele parece confuso sobre o que a palavra de Deus é no que ele acredita. É impossível acreditar em apenas 'parte' da Bíblia. Você tem acreditar nisso tudo ou nada disso como verdade e Palavra de Deus", disse.

Com informações do Christian News / Christian Post

 

veja também