Movimentos LGBT tentam impedir que Universidade Cristã participe de evento esportivo

Cerca de 26 grupos LGBT estão tentando impedir que a Universidade 'Brigham Young' participe de um evento esportivo, por causa da visão bíblica que a instituição tem sobre o casamento gay.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quarta-feira, 10 Agosto de 2016 as 5

Jogador de futebol americano da Universidade cristã 'Brigham Young'. (Foto: USA Today)
Jogador de futebol americano da Universidade cristã 'Brigham Young'. (Foto: USA Today)

Cerca de 26 movimentos LGBT estão exigindo que a Universidade cristã 'Brigham Young' (BYU), liderada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no Estado de Utah (EUA), não participe da próxima conferência atlética 'Big 12', por causa do posicionamento bíblico da instituição sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Como a 'Big 12' está buscando expandir seu alcance e a 'BYU' se inscreveu para participar da conferência, grupos como o 'Athlete Ally' e 25 outros grupos de defesa dos Direitos LGBT enviaram uma carta na última segunda-feira para Bob Bowlsby (comissário do evento) e a liderança das escolas que irão participar da conferência, para alertar sobre as políticas da BYU, que têm sido apontadas como "discriminatórias contra a comunidade LGBT".

"A conferência 'Big 12' é uma evento comprometido com a promoção dos esportes, 'fair play' e a inclusão social, dentro e fora dos campos de jogos", afirma a carta enviada à diretoria do evento. "Vocês são conhecidos por sua dedicação aos fãs e seu compromisso com o bem-estar de seus alunos e atletas. Receber uma uma escola como a BYU, enquanto ele ainda usam de políticas e práticas anti-LGBT prejudicaria enormemente esses da 'Big 12".

Junto com a Athlete Ally, a carta foi assinada por grupos pró-LGBT como o 'Campus Pride', 'Centro Nacional para os Direitos das Lésbicas', 'Federação da Igualdade', 'Centro Nacional de Igualdade para Transgêneros', 'Força Tarefa Nacional LGBTQ', 'Centro de Recursos', 'Organização Nacional para as Mulheres' e outros.

A carta afirma que o Big 12 é "esmagadoramente inclusivo [com relação à cultura LGBT]", sendo que nove das 10 escolas que integram o evento têm leis de proteções explicitamente baseadas na orientação sexual e têm centros de recursos LGBT. Além disso, oito dessas 10 escolas têm regras de proteção para os alunos com base na identidade de gênero.

Os grupos LGBT outra alegação "BYU, inversamente, activa e abertamente discrimina seus alunos LGBT e funcionários. Ele fornece nenhuma proteção para estudantes LGBT. Na verdade, através das suas políticas, BYU é muito clara sobre a sua intenção de discriminar os alunos abertamente LGBT".

Entrada da Universidade cristã  'Brigham Young', em Utah, Estados Unidos. (Foto: State University)

A carta afirma que a BYU detém o direito de suspender ou demitir pessoas por serem abertamente LGBT ou estarem em um relacionamento [amoroso] com pessoas do mesmo sexo.

Alunos e professores da 'BYU' devem seguir o código de honra da escola, que têm uma disposição sobre o "comportamento homossexual". Embora a carta dos grupos LGBT 'afirme que os estudantes da BYU podem ser suspenso por serem abertamente LGBT, o código de honra da 'BYU' sugere o contrário.

"Caso alguém declare atração por outra pessoa do mesmo sexo, isso não é um problema segundo o código de honra. No entanto, o código de honra obriga que todos os membros da comunidade universitária manifestem um compromisso rigoroso com a lei da castidade", afirma o o texto do Código. "O comportamento homossexual é inadequado e viola o código de honra. O comportamento homossexual inclui não só as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, mas todas as formas de intimidade física que dão expressão a sentimentos homossexuais".

"Os jogadores, treinadores e fãs LGBT's são sempre bem-vindo ao campus da BYU", escreveu Holmoe. "Todos devem ser tratados com respeito, dignidade e amor".

De acordo com a NBC Sports, Bowlsby também emitiu uma declaração em resposta à carta.

"Obrigado por sua nota", disse o comissário da conferência em sua resposta. "À medida que avançamos com os nossos processos, não deixaremos de levar os seus comentários em consideração. Agradecemos que tenham se empenhado em expressar seus pensamentos".

O jornal 'USA Today' relata que um grupo não assinou a carta e apoia que a inscrição da BYU seja admitida para a Conferência 'Big 12'.

Embora o presidente do grupo Addison Jenkins considere que a homossexualidade ainda é um "tema tabu" na BYU, ele acredita que deixar a escola participar do 'Big 12' vai ajudar no diálogo aberto entre a Universidade e os alunos LGBT do Campus.

"Eu acho que o comissário Bowlsby deveria receber a BYU como uma integrante da 'Big 12', desde que a conduta da Universidade atenda aos padrões d Conferência", disse Jenkins.

veja também