"Muitas pessoas na Igreja são verdadeiros mendigos", diz Joel Engel ao falar sobre consagração

Em entrevista, o pastor explicou o que a Unção de Elias traz à Igreja. "A unção que está caindo no Brasil é tão fresca, tão nova, que não tem em nenhum outro lugar do mundo"

fonte: Guiame

Atualizado: Quarta-feira, 4 Março de 2015 as 12:34

Pastor Joel Engel ministrando
Pastor Joel Engel ministrando

‘Unção de Elias’ é o tema ministrado pelo pastor Joel Engel na Escola Profética. A ministração visa retomar a missão da Igreja em preparar o caminho para a volta de Jesus, além de resgatar valores importantes à Igreja que estão se perdendo.

Em entrevista ao GUIAME, Engel explica a importância da ‘Unção de Elias’ à Igreja, fala sobre a honra e vida consagrada a Deus. Confira:

GUIAME: O que a Unção de Elias traz à Igreja e como recebeu o direcionamento para ministrá-la em todo o país?

Joel Engel: Estamos vivendo um tempo profético e a última unção na face da Terra, antes da volta de Jesus, é a unção de Elias. O objetivo é preparar o caminho para a volta de Jesus, e Igreja tem essa missão e não pode se esquecer disso. Recebi uma revelação de Deus de que essa unção está descendo sobre o Brasil desde 2009. Deus me mandou subir ao monte Roraima e profetizar isso. O que vai acontecer é a primeira bênção da unção de Elias: a agricultura. O Rio Grande do Sul estava sofrendo uma seca há anos, agora, que já vamos para o terceiro de Escola Profética no Estado, a agricultura foi para a maior safra da história. Rio Grande do Sul, que era conhecido como a metade pobre do Sul, agora é conhecido como Rio Grande do Soja. O soja lá é gigante, mais alto que um homem.

A unção de Elias também vem conectar pais e filhos. Existe uma falha hoje na Igreja, em que os membros não são filhos e muitos pastores não são pais. Vemos membros e pastores que vivem uma frieza muito grande e isso é uma falha da Igreja. Mas essa unção que converte pais aos filhos vai restaurar essa visão. Elias tinha Eliseu como filho e Eliseu respeitava Elias como pai e assim veio a porção dobrada. Isso tem que vir para a Igreja para que a unção também venha. A Igreja está morrendo com os mesmos problemas que o mundo, não há quase diferença entre o povo evangélico e o povo do mundo, principalmente na política. Em alguns lugares, políticos crentes são considerados piores que os do mundo. Faltou alguma coisa. Faltou santidade, faltou esse zelo de Elias, faltou consagração, e é isso que estou tentando resgatar.

GUIAME: Acredita que a falta de honra tem a ver com o mau relacionamento de paternidade e filiação?

JE: Esse ano, o Ano do Favor, usamos a rainha Ester como exemplo, que honrava o seu pai adotivo, honrava o mordomo do rei, honrava o rei, ou seja, a honra é uma das características que a levou ao trono, e é o que menos temos hoje. É comum encontrarmos pessoas criticando pastores. Esses dias eu estava lendo algumas pessoas criticando todos os profetas, sem exceção, mas eu e milhares de pessoas fomos salvos através desses homens. Onde está a honra?  É importante resgatar isso porque a falta de honra dos filhos aos pais traz maldição. Muitos filhos estão amaldiçoados porque não têm honrado seus pais,mas o contrário também acontece. Pastores que dedicam a vida à Igreja e esquecem dos filhos também deixam de honrá-los. Eu cometi isso no passado, mas hoje vejo que não posso cometer de novo. Então, honra aos filhos dos profetas, honra aos filhos da nação, honra aos filhos de Deus. Essa mensagem deve ir ao mundo inteiro.

GUIAME: Como essa unção está sendo entendida e aceita nos locais em que tem ministrado?

JE: A unção que está caindo no Brasil é tão fresca, tão nova, que não tem em nenhum outro lugar do mundo. As pessoas ficam embriagadas de vinho novo, isso aconteceu no pentecostes e ficou muito tempo sem acontecer de novo. Essa unção também passa de um para o outro, não é um estrelismo. Em 2008 e 2009 a rejeição era de noventa por centro hoje, se tiver trinta por cento é muito. Quem conhece a unção briga por ela. A unção chegou para ficar e não há quem vai tirar. O Brasil será conhecido como o país da manifestação da glória de Deus. Chegou o tempo do Brasil.

GUIAME: O senhor tem muitas experiências em consagração, mas algumas pessoas não valorizam tanto uma ida ao monte, por exemplo, por entenderem que Deus responde tanto do alto do monte quanto do quarto. Como combater esse comodismo?

JE: Muitas pessoas na Igreja são verdadeiros mendigos, se contentam com o farelo do pão que cai no chão, mas isso até o ímpio recebe, mas, sem santidade, ninguém verá a Deus. Quem quiser se encontrar com Ele, santifique-se, não fique nessa de ‘não preciso orar, jejuar ou subir ao monte’. Aquele que tem sede busca. O monte é o lugar onde Jesus e os profetas subiam, onde Deus se manifestava. Buscar a Deus se santificar é mais importante do que Deus me ouvir pedindo isso ou aquilo. Quem quiser ser arrebatado, precisa se consagrar. A Igreja está podre, tem que acabar com essa ideia de ficar pecando todo dia e pedindo perdão pelos mesmos erros, chega uma hora que o saldo acaba. Prefiro me consagrar e buscar a Deus em santidade.

GUIAME: Após tantas experiências com Deus, ainda tem algo que o senhor queira ver em sua vida espiritual e ministerial?

JE: Como pai, eu quero ver meus filhos fazendo mais do que eu fiz, e digo os filhos da minha casa e os espirituais também. Quero ver, na nossa nação, homens, mulheres e crianças, mais usados do que a minha geração. Esse é meu sonho, trabalho e vivo para isso. Eu troquei um hotel cinco estrelas por uma cabana no monte e fui orar para Deus levantar profetas e Deus falou comigo dizendo que é mesmo preciso fazer isso porque hoje os nossos filhos estão vendo profetas sendo honrados. Deus vai levantar homens de monte, que o objetivo número um deles não é dinheiro ou fama, mas é agradar a Deus.

 

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