"Não imitem os fariseus, orem como verdadeiros cristãos", alerta pastor John Piper

O teólogo ressalta que quando as "coisas apertam" é comum que crentes e descrentes orem a Deus. No entanto, a diferença está na oração envolvida pelo Espírito Santo.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 25 Agosto de 2016 as 5:07

O Evangelho narra que os fariseus faziam um espetáculo público de sua vida de oração, em pé nas esquinas e sinagogas. (Foto: Reprodução).
O Evangelho narra que os fariseus faziam um espetáculo público de sua vida de oração, em pé nas esquinas e sinagogas. (Foto: Reprodução).

Existem muitos cristãos que se auto-identificam assim em todo o mundo, mas eles estão orando como se fossem “descrentes”. É o que diz o teólogo John Piper, acrescentando que falta algo nesses “crentes”. Na última segunda-feira (22), Piper publicou uma mensagem em seu site “Desiring God” intitulado "Você ora como um descrente?".

No texto ele observa que na Letónia (Leste Europeu), a maioria dos cristãos são nominais. “Por mais que a região tenha cerca de 60% da população engajada em uma confissão cristã, poucos praticam ativamente sua fé”, disse o pastor.

"Algumas pessoas vão para grandes reuniões com o objetivo de orar, mas essas pessoas não amam a Deus", alega Piper que ainda afirma que "este é o caso de hoje, assim como era no tempo de Jesus. Porque todo mundo quer proteção, disposição, boa saúde, paz e justiça e cristãos e não-cristãos oram a Deus por tudo isso".

"Toda religião ora por estas coisas. Então, isso é o que o não-religioso também faz quando as coisas ficam bastante assustadoras", o teólogo acrescentou. "Mas quando os verdadeiros crentes oram, o coração deles esperam pela resposta de Deus da forma adequada", continuou.

"Menos americanos estão orando"

O site de notícias Christian Post relatou que, segundo um estudo da Pew Research, menos americanos estão orando. Cerca de 55% relatam que eles oram pelo menos uma vez por dia. O número de adultos que raramente ou nunca oram aumentou de 18% para 23% desde 2007.

Tais mudanças foram ligadas à crescente proporção de americanos que dizem que não têm filiação religiosa. Adultos que não se congregam oram muito menos em comparação com aqueles que frequentam a igreja. “Nem os fariseus, nem gentios estão imunes à oração”, disse Piper.

O Evangelho narra que os fariseus faziam um espetáculo público de sua vida de oração, em pé nas esquinas e sinagogas. Falavam longas orações destinadas a impressionar outras pessoas.

Marcos 12:40 diz que os líderes religiosos "devoram as casas das viúvas sob pretexto de longas orações". E no livro de Mateus, Jesus adverte: "Não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que serão ouvidos por suas muitas palavras" (Mateus 6: 7).

A distinção fundamental que define a vida de oração cristã, para além de orações rotineiras, é que o Espírito Santo está envolvido e por causa disso, orações cristãs se estendem do físico para o reino do espírito. Em outras palavras, os cristãos oram mais.

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