"Não somos hipócritas", diz pastor norte-americano sobre casamento gay

Pastor defende direito de cristãos se recusarem a contribuir com casamentos gays

Atualizado: Terça-feira, 25 Fevereiro de 2014 as 8:26

Pastor defende direito de cristãos se recusarem a contribuir com casamentos gaysNo último domingo, 23/02, o presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul (EUA), Russell D. Moore defendeu em um artigo por ele publicado, o direito de sacerdotes cristãos se recusarem a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
 
Segundo ele afirma no texto "Sobre Casamentos e Consciência: Os cristãos são hipócritas?", Moore expôs sua visão  de que que não somente os líderes religiosos, mas também outros profissionais cristãos podem negar seus serviços para ajudar a celebrar casamentos do mesmo sexo, devido às suas objecções de consciência - como no caso do confeiteiro que se negou a fazer um bolo para a festa de um casamento gay.
 
A intenção do artigo era responder a um artigo escrito por Kirsten Powers e Jonathan Merritt e publicado no "The Daily Beast".
 
"Se você se recusa a fotografar um casamento não-bíblico, deve recusar-se a fotografá-los todos. Senão, você vai ser visto como um hipócrita e se você é conhecido como cristão, isso é muita vergonha para o Evangelho. Como todos os cristãos sabem, Jesus guardou suas palavras mais duras para o comportamento hipócrita de pessoas religiosas. Assim, se profissionais cristãos que atuam em casamentos querem viver por uma lei que a Bíblia não prescreve, eles devem pelo menos ser consistentes", cobraram os autores.
 
Respondendo a Powers e Merritt, Moore citou textos bíblicos, reforçando que os profissionais cristãos têm direito de recusar o fornecimento de um serviço em defesa de sua fé.
 
"Antes de concordar em fornecer um bem ou serviço para um casamento, os vendedores cristãos devem verificar que ambos os futuros cônjuges tiveram experiências de conversão genuína e estão um 'jugo igual' (2 Coríntios 6:14 ), ou se eles serão cúmplices com a adesão à justiça ou injustiça. Eles devem confirmar que nenhum dos cônjuges também não tenha se divorciado (Mateus 19)", destacou.
 
Russel ainda destacou que se há clareza na existência de um desvio da realidade bíblica, 
 
"Mas, quando há um desvio óbvio da realidade bíblica, é importante sacrificar o negócio pela própria consciência e também e de seus queridos que poderiam ficar confusos", disse
 
Moore ainda destacou a insustabilidade dos argumentos apresentados por Powers e Merrit em seu artigo, destacando "distorções" existentes no texto dos autores.
 
"Este artigo (em The Daily Beast ) sustenta que não há circunstâncias em que a Bíblia 'chama os cristãos a negar serviços a pessoas que estão se engajando em comportamentos que eles acreditam que violam os ensinamentos do cristianismo sobre o casamento'. Sério? Isso se aplica apenas à moralidade do casamento? E se um web designer cristão (ou muçulmano ou judaico ortodoxo ou feminista) for obrigado a desenvolver uma plataforma de site para uma empresa de pornografia legal?", questionou Moore.
 
Contextualização
Questões como a do confeiteiro cristão que se recusou a fazer um bolo para um casamento gay nos EUA tornou-se polêmica e "esquentou" tal discussão sobre direitos dos profissionais cristãos nos tribunais.
 
Para conferir esta matéria, clique aqui.
 
Com informações do Christian Post
 
Tradução por João Neto

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