Natal sem máscaras ou futilidades

Que todos desiludam-se de vez com todo a plasticidade deste clima, com toda a futilidade deste ar de consumo, com todo este estado de espírito eufórico que, paradoxalmente, alegra uns entristecendo outros.

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Segunda-feira, 22 Dezembro de 2014 as 11:54

Natal sem máscaras ou futilidadesSenhor... Muitos nesta época deprimem-se aprisionados ao passado frustante, angustiante, doloroso que viveram... Ou amedrontam-se diante de tantas falsas expectativas que não se cumprirão - necessariamente - no futuro iminente...

O Natal, sobretudo, que deveria ser uma experiência existencial, não presa a qualquer tempo, não conspiradora de alegrias, muito pelo contrário, acaba sendo mais ameaçador - talvez por suas ilusões e máscaras - do que colaborador de qualquer bem para muitas almas.

Te peço por elas! Por todas elas que começam a estremecer sem poderem ou conseguirem nada fazer para libertarem-se deste mal.

Que elas desiludam-se de vez com todo a plasticidade deste clima, com toda a futilidade deste ar de consumo, com todo este estado de espírito eufórico que, paradoxalmente, alegra uns entristecendo outros.

Que elas consigam, pela Tua maravilhosa graça, verem tudo com os olhos da fé que revela um Deus para além das festas e agendas humanas; um Deus que nos propõe uma vida que não anda segundo os calendários e critérios/status sociais, mas sim, segundo a alegria e esperança Daquele que nos realiza em dimensões atemporais; que nos cura de todas as marcas do passado e que nos anima quanto ao porvir cheio de santa esperança; que nos inspira a fazer de todas as oportunidades uma ocasião para construirmos pontes em direção aos corações humanos.

Faz assim Senhor, por amor ao Teu nome! Faz assim para que mesmo havendo tanto hipocrisia e desfiguração no natal de nossos dias, elas possam aproveitar o ensejo para viverem o início de uma nova jornada onde quaisquer que sejam os acontecimentos, eles não mais determinarão sobre seus corações.

E que a despeito das intenções equivocadas desta época, elas tenham boas e verdadeiras intenções, vencendo a articificialidade de seus pares com a mais pura, doce e terna verdade em amor reconciliador.

Amém!

Por Bruno Brandão - escritor e pastor da Igreja de Atos, em Fortaleza (CE)

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