Nova lei na Argentina abre portas para perseguição de evangélicos

Córdoba criou uma lei provincial que visa prevenir qualquer situação de "manipulação psicológica". Esta lei gerou muita controvérsia, abrindo as portas para a perseguição dos evangélicos no país.

fonte: Guiame, com informações do site Noticia Cristiana

Atualizado: Quarta-feira, 20 Julho de 2016 as 4:53

O pastor Ele disse que sua igreja tem sofrido quatro anos de perseguição religiosa pelas autoridades locais.
O pastor Ele disse que sua igreja tem sofrido quatro anos de perseguição religiosa pelas autoridades locais.

Embora a Argentina tenha a liberdade religiosa garantida pelo artigo 14 da Constituição, o estado de Córdoba criou uma lei que visa prevenir qualquer situação de "manipulação psicológica". Esta lei gerou muita controvérsia, abrindo as portas para a perseguição dos evangélicos no país.

De acordo com o Portas Abertas, esta lei tem sido aplicada de forma abusiva contra as organizações religiosas.

Segundo o artigo 3, a manipulação psicológica pode ocorrer "em grupos, usando técnicas que exigem uma grande devoção ou dedicação a uma pessoa, uma ideia ou objeto, usado para fazer proselitismo, doutrina ou persuasão técnica para promover destruição da personalidade".

Pouco depois de ter sido promulgada, o pastor batista Marcelo Nieva foi acusado por políticos e policiais de ter uma "seita controversa". Ele diz que "por causa disso, as acusações e ódio contra a igreja têm aumentado significativamente, especialmente depois que a imprensa relatou”.

De acordo com o líder, as pessoas estão quebrando as janelas da igreja e saqueando as propriedades dos irmãos.

O pastor está pedindo orações pela nação. "Em meus 37 anos de ministério, nunca imaginei que a igreja na Argentina poderia ser atacada dessa forma. O nosso país tem tido sempre a alegria de ser uma nação tolerante", disse ele.

Em abril deste ano, Nieva foi atacado, indo à igreja com sua esposa, que está grávida de seu segundo filho. Dias depois, o abrigo de mulheres que é mantido pela igreja para mulheres vulneráveis, incluindo ex-dependentes químicos e prostitutas, foi apedrejado.

Dois membros de forças militares nacionais, tiveram que ficar de guarda por 24 horas ao dia na frente do templo da igreja. Para o pastor, a polícia local somente agiu em favor de si mesma.

Ele disse que sua igreja tem sofrido quatro anos de perseguição religiosa pelas autoridades locais.

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