"O patriotismo é uma coisa boa, mas Deus é o nosso rei, não o homem", diz John Piper

Piper enfatizou ainda que "Deus é o nosso Rei, não o homem", o que significa que, em última análise, Deus "é a nossa lealdade final", ressaltou.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 5 Julho de 2016 as 11:33

O pastor disse isso na semana antes dos americanos comemorarem o “Dia da Independência”. (Foto: Reprodução).
O pastor disse isso na semana antes dos americanos comemorarem o “Dia da Independência”. (Foto: Reprodução).

“O patriotismo pode ser ‘uma coisa boa’, mas ele tem que vir com o reconhecimento de que "Deus é nosso Rei, não o homem", foi o que disse o teólogo John Piper que serve como pastor, além de ser fundador do DesiringGod. O líder discutiu a questão do patriotismo em uma entrevista em podcast publicado na última sexta-feira (1).

Na semana antes dos americanos comemorarem o “Dia da Independência”, Piper disse que o patriotismo pode ser "uma coisa boa", e citou como justificativa bíblica a carta de Paulo aos Romanos.

"Romanos 13: 1, nos chama a estarmos sujeitos aos poderes que empunham a espada, isso implica que, em certo sentido uma identidade do país tem o direito de usar a espada para se defender contra a agressão", disse Piper.

"Independentemente da forma que seu patriotismo leva, que isso seja de uma profunda sensação de que estamos mais ligados aos irmãos e irmãs em Cristo em outros países e outras culturas do que só entre nós ou para o nosso mais próximo compatriota ou membro da família descrente na pátria ou na vizinhança", disse.

Piper enfatizou ainda que "Deus é o nosso Rei, não o homem", o que significa que, em última análise, Deus "é a nossa lealdade final", ressaltou. "Eu estou pensando agora particularmente sobre a América. Ele nos deu isto livremente. Eu não merecia ter nascido aqui. Não foi minha escolha. Não merecemos este lugar mais do que eu mereço qualquer outra graça comum ou graça especial", continuou Piper.

"Para que hoje a gente seja grato, as pessoas pagaram um alto preço para preservar nossa terra com suas liberdades e distintivos culturais”, comentou. Em meio aos desfiles, música e fogos de artifício, alguns dentro do cristianismo americano têm ponderado até que ponto os cristãos na América deve colocar o orgulho de ser americano.

Mark Tooley, presidente do Instituto de Religião e Democracia, escreveu em um post no mês passado afirmando que há uma preocupação justificável sobre expressar o orgulho em seu país. "Os cristãos não devem ter orgulho de ser americano. Eles devem ser gratos e abençoados. ‘Graças a Deus pela a América’, ‘Ore pela América’, ‘Amo a América’, ‘Servir a América’", escreveu Tooley. "Devemos celebrar e admirar o que Deus tem conseguido através de América. Cristãos de todas as terras deve ter essa atitude, sobre o seu país".

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