"Pagamos um alto preço, mas estamos firmes", diz cristã perseguida no Vietnã

Esther é um testemunho vivo da igreja perseguida no Vietnã. Ela conta que precisa se encontrar clandestinamente na casa de irmãos para poder orar e adorar a Deus.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Terça-feira, 21 Março de 2017 as 4:42

Esther disse que quando o comunismo chegou em seu país, afetou consideravelmente a questão da liberdade religiosa. (Foto: Portas Abertas).
Esther disse que quando o comunismo chegou em seu país, afetou consideravelmente a questão da liberdade religiosa. (Foto: Portas Abertas).

Não é fácil viver como cristão no Vietnã. O país continua sendo comunista e quando a nova liderança foi apresentada, em 2016, os crentes se entristeceram. É que havia esperança de que o governo entrasse em reforma e assim a Igreja poderia ter mais liberdade na nação. Mas, a pressão nacionalista aumentou e os cristãos estão enfrentando uma violência ainda maior.

Uma dessas pessoas, que enfrentam dificuldades é Esther (o nome foi substituído por motivos de segurança), uma cristã vietnamita perseguida por professar sua fé. “Nosso país é comunista e esse tipo de governo nunca quer que a igreja cresça, por isso, eles tentam controlar os fiéis e a opressão vem de muitas maneiras”, conta.

De acordo com ela, os cristãos ainda estão de pé, apesar das dificuldades, ela compartilhou com o Ministério Portas Abertas que os encontros acontecem em pequenos grupos, organizados domesticamente para que a “igreja” não seja identificada pelas autoridades. Essa é uma forma de proteção que a Igreja Perseguida utiliza para não correr riscos no Vietnã.

Uma necessidade diária

Esther conta que assim como é preciso da água para viver, eles precisam se encontrar para continuarem vivos. “Adorar ao Senhor e nos manter unidos para estudar sua palavra fazem parte das nossas necessidades diárias. Assim como precisamos comer e beber para alimentar nosso corpo físico, necessitamos nos alimentar espiritualmente também, para tomar fôlego e seguir em frente”, ressalta.

“Com a ajuda do Espírito Santo sempre nos encontramos. Não é fácil, pois pagamos um preço por sermos cristãos, mas estamos firmes”, pontuou.

Esther ainda disse que ela tinha apenas 15 anos quando o comunismo chegou em seu país, o que afetou consideravelmente a questão da liberdade religiosa. “A perseguição fez a igreja acordar, pois quando somos perseguidos compreendemos que a palavra de Deus é a nossa força, nossa arma contra o mal e nossa fonte de sabedoria”. A sobrevivente ainda alerta: “Não temam as perseguições porque Deus tem um plano para sua igreja, mesmo em meio a grandes provas. Deus tem sua forma de purificar a cada um de nós antes do fim”, finalizou.

Esther virá ao Brasil, entre os dias 24 de abril a 8 de maio, para dar seu testemunho. As cidades onde ela ministrará serão Fortaleza e Maceió. Para convidá-la a contar mais detalhes sobre a perseguição dos cristãos no Vietnã, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2348 3330.

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