Pastor Bruno dos Santos fala sobre casamento gay no Superpop: "Amor não é o mesmo que libertinagem"

No quadro 'Hora da Verdade', o programa centralizou a pauta no padre Beto, que chegou a ser excomungado da Igreja Católica por se posicionar a favor do casamento gay.

fonte: Guiame, João Neto

Atualizado: Terça-feira, 2 Junho de 2015 as 10:01

Na última segunda-feira (1), o pastor Bruno dos Santos foi um dos convidados a participar ao vivo do programa Superpop, apresentado por Luciana Gimenez.

No quadro 'Hora da Verdade', o programa centralizou a pauta - como bem salientado diversas vezes por Luciana Gimenez, no comando do debate - no padre Beto, que chegou a ser excomungado da Igreja Católica por se posicionar a favor do casamento gay.

Temas não apenas como o casamento gay, mas também aborto e a vocação para o celibato como pré-requisito para líderes católicos entraram em discussão durante o debate, que além do Pr. Bruno dos Santos e o Padre Beto, também contou com a participação do Padre Marcos de Miranda (Diocese de Santo Amaro), Débora Rodrigues (apresentadora e piloto de Fórmula Truck) e os jornalistas Felipeh Campos e Simone Garuti.

Logo na abertura do quadro, o programa exibiu alguns trechos de depoimento do Padre Beto, que têm sido considerados polêmicos, não apenas pela Igreja Católica, mas por diversos grupos sociais, que têm se dividido entre apoiadores e críticos do líder.

"A Igreja Católica é homofóbica, mas não assume. Ela é contra a homossexualidade. Ela aceita o homossexual, mas não aceita sua homossexualidade. Isso para mim é homofobia", declarou Beto.

Padre Beto também se posicionou com relação à vocação celibatária dos padres e afirmou que isto deveria ser opcional, ou seja, um clérigo não poderia ser excomungado da Igreja Católica por querer casar-se e formar uma família e voltou a frisar que este casamento poderia ser entre pessoas do mesmo sexo ou não.

"Eu sempre vivi no meu celibato, mas eu sou a favor do celibato opcional. O padre tem o direito de decidir se casa ou não casa. A sexualidade humana é algo saudável. é uma questão de saúde humana. Ele se casaria com uma mulher ou com um homem, se ele for gay. 

Clique no vídeo abaixo para conferir parte deste programa da última segunda-feira:

Falando Biblicamente
Comentando sua participação no programa, Bruno falou com exclusividade ao Guiame e destacou que o seu propósito era, não apenas dar um posicionamento da Igreja Protestante sobre tantos assuntos, mas acima de tudo, uma visão bíblica bem esclarecida sobre os temas propostos durante o debate.

"Eu estava ali na condição de um teólogo, com o objetivo de expor para as pessoas de uma maneira mais popular, mais comum, como a Bíblia se posiciona diante de alguns temas que foram abordados, como casamento gay, aborto, enfim... algumas destas questões que hoje estão em pauta na sociedade e geram inúmeras discussões. [...] Nós tínhamos ali dois padres expondo a posição da Igreja Católica Romana e eu estava colocando a posição da Bíblia. Eu estava avaliando estas questões a partir da ótica Bíblica. Mas a participação foi tranquila, muito boa", afirmou o teólogo sobre debate bem comandado pela apresentadora.

Liberdade ou Libertinagem?
Conhecido por seus posicionamentos a favor do casamento gay, Padre Beto tentou justificar a aceitação da união entre pessoas do mesmo sexo, afirmando que esta é apenas mais 'uma manifestação de amor'. Pastor Bruno rebateu tal raciocínio, destacando a incongruência bíblica que há nesta afirmação.

"Há uma ênfase de um discurso discurso liberal colocado na mídia, que se baseia no 'amai-vos uns aos outros'. Mas Jesus não disse apenas isso. Ele diz 'amai-vos uns aos outros, conforme eu vos amei' [João 13:34]. Ou seja, há um posicionamento com relação a este amor. Não é um amor no qual tudo pode, tudo é permitido, ou como as pessoas gostam de dizer 'incondicional'. Não! Existem pré-requisitos. Há uma expectativa de Deus de que a gente dê uma resposta positiva a este amor. Esta resposta positiva é o que a teologia chama de conversão e conversão é mudança de caminho, mudança de direção. Obviamente, se não há uma mudança integral em mim, eu não posso me considerar uma pessoa convertida. A resposta positiva a este amor é isso. Achar que no amor pode tudo, todas as coisas são permitidas não está certo. Isto não é amor, é libertinagem", alertou.

Distorção
Quando o debate se encaminhou para questões como o aborto e direitos da mulher, Débora Rodrigues manifestou sua curiosidade em saber mais sobre o que Bíblia diz a respeito destes temas. A pergunta também foi respondida pelo pastor Bruno e comentada posteriormente.

"Na verdade não foi só para as mulheres. Obviamente, a gente está ali no programa com um espaço de tempo muito curto para explanar questões históricas complexas. Mas na verdade, por exemplo, se as mulheres hoje têm voz na sociedade, isso aconteceu porque Jesus foi o primeiro Rabbi que defendeu o posicionamento social da mulher, em igualdade com relação ao homem. Se as crianças hoje são respeitadas, isto é por causa do Cristianismo. Aliás, se hoje existem universidades no mundo, também é por causa do Cristianismo. As primeiras universidades foram seminários teológicos, que posteriormente se tornaram Universidades. A Universidade de Harvard nasceu de um anglicano que doou toda sua fortuna para a criação daquela instituição, que atualmente é a univesidade mais conhecida do mundo. O que acontece é que hoje existe uma ignorância histórica com relação a tudo que o cristianismo trouxe de bom e há uma ênfase em tudo que o 'Cristianismo trouxe de mal', que na verdade não foi o Cristianismo e sim a religiosidade", destacou.

No quadro 'Hora da Verdade', o programa centralizou a pauta no padre Beto, que chegou a ser excomungado da Igreja Católica por se posicionar a favor do casamento gay.

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