Pastor chinês é preso sob acusações de ameaçar o Partido Comunista

Um número de pessoas detidas, incluindo Hu, emitiram "confissões públicas" e de acordo com um especialista, tais confissões foram resultado de uma lavagem cerebral.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 3 Agosto de 2016 as 11:24

Cerca de 300 advogados e outros críticos foram presos e isso vem acontecendo desde o ano passado. (Foto: Reprodução).
Cerca de 300 advogados e outros críticos foram presos e isso vem acontecendo desde o ano passado. (Foto: Reprodução).

Um líder de uma grande igreja chinesa foi preso em uma semana de "confissões públicas" e julgamentos de ativistas que são considerados opositores ao estado chinês. Hu Shigen é o pastor de um forte movimento de igreja subterrânea. Ele esteve preso por 16 anos acusado de ser contra a “revolução” depois que ele compartilhou para os manifestantes na Praça Tiananmen em 1989, informações sobre a repressão.

Essa acusação já foi abolida e ele foi liberto em 2008. Mas, na última terça-feira (2) ele foi condenado a mais sete anos e meio. Ele foi causado de “prejudicar a segurança nacional e a estabilidade social", segundo a mídia estatal.

Isso faz parte de uma ofensiva mais ampla com vários ativistas condenados esta semana. Visto como uma tentativa de silenciar oponentes, essas prisões têm credibilidade zero, de acordo com ativistas de direitos humanos.

Cerca de 300 advogados e outros críticos foram presos e isso vem acontecendo desde o ano passado. As famílias dos presos dizem que não tiveram acesso aos seus parentes e os chineses defensores dos direitos humanos com sede em Washington dizem que essas atitudes provam que a China não tem compromisso com o Estado de direito.

"Confissões públicas"

Um número de pessoas detidas, incluindo Hu, emitiram confissões públicas e de acordo com um especialista, tais confissões foram o resultado de uma lavagem cerebral.

"Dizer que sua declaração era, provavelmente, o produto da coerção é bobagem, desde que ela seja realizada em um ambiente extremamente coercitivo por mais de um ano", escreveu Jerome Cohen, especialista em direito chinês na Universidade de Nova York.

"Essas ‘confissões’ são um resultado da 'lavagem cerebral' que já era realizada nos anos 1950, atitudes da China que ficaram bem conhecidas na época", finalizou.

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