Pastor é denunciado por se recusar a celebrar casamento gay, nos Estados Unidos

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Sexta-feira, 14 Novembro de 2014 as 9:18

Pastor metodista é denunciado por se recusar a celebrar casamento gayUm pastor da Igreja Metodista Unida, na Carolina do Norte (EUA) está enfrentando acusações de que tenha falhado na realização de seu ministério e também de que tenha agido de forma a promover a "discriminação de gênero". As queixas surgiram após Rev. P. Kelly Carpenter (líder da igreja local) se recusar a celebrar um casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Kenneth Barner e Scott Chappell (casal) estão usando a própria constituição da igreja ("Livro de Disciplina") para embasar suas acusações contra o Rev. Carpenter, da Green Street Church. Segundo a lei da Igreja Metodista Unida, a discriminação de gênero é condenável.

Fato é que o mesmo Livro de Disciplina também afirma que "É uma ofensa a cargo sob a lei da Igreja para o clero para presidir uniões do mesmo sexo.

Na denúncia, o casal diz que as regras da denominação são contraditórias.

"A graça de Deus está disponível para todos e assim deve [ser] o ministério pastoral", disse o texto da denúncia.

Carpenter disse que ele seguiu a proibição da Igreja contra casamentos do mesmo sexo, porque ele não quer prejudicar o seu trabalho junto à comunidade ou prejudicar os outros ministérios da Green Street.

A Lei da Igreja também dá aos pastores, critérios para decidir se deve ou não celebrar um casamento. No entanto, Carpenter recebe a queixa de Barner e Chappell.

Em 2013, a Green Street United Methodist Church ganhou as manchetes nacionais no mês de março, quando o conselho de liderança da Igreja decidiu não realizar nenhum casamento no santuário da igreja até que a denominação proibisse o casamento entre pessoas do mesmo sexo em seus templos.

Inicialmente, as pessoas protestaram contra a decisão da igreja em dias de cultos e através de e-mails. Mas, eventualmente, a igreja atraiu apoiadores também. Desde a decisão do conselho de liderança, Carpenter disse que a frequência de pessoas nos cultos passou de cerca de 160 para mais de 200 consistentemente a cada domingo.

Barner e Chappell, juntos por nove anos, foram membros ativos da igreja durante quatro anos.

Em outubro deste ano, um juiz federal dos Estados Unidos derrubou a lei que impedia na Carolina do Norte, o reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas a igreja tem mantido a sua política.

A posição da denominação sobre o casamento do mesmo sexo só pode ser alterada pela Conferência Geral, o seu órgão legislativo superior, que será convocada em 2016, em Portland, Oregon (EUA).

Com informações da United Methodist News Service

*Tradução por João Neto - www.guiame.com.br 

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