Pastor tenta justificar o uso de seguranças armados em sua igreja: "Não estamos mais seguros"

O líder da igreja 'Potter's House', no Colorado (EUA), pastor Christopher Hill afirmou que os norte-americanos 'vivem dias em que precisam estar vigilantes'.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quinta-feira, 23 Julho de 2015 as 11:20

O pastor de uma grande igreja no Colorado (EUA) comentou o uso de guardas armados durante seus horários de cultos e falou à sua congregação sobre como compreende a necessidade de continuar adotando a medida após o tiroteio, na igreja de Charleston.

Falando ao New York Times, o Rev Chris Hill, pastor sênior da igreja 'Potter's House' disse: "Depois do episódio em Charleston, recebi telefonemas de membros que tiveram problemas com os nossos sistemas de segurança antes, dizendo 'Agora eu entendo".

A 'Potter's House', que atrai cerca de 7.000 pessoas para os seus cultos, tem uma equipe de 25 funcionários de segurança da polícia e alguns destes estão armados. Seu diretor de segurança, Marcus Ferrell diz no vídeo que eles verificam os edifícios para checar qualquer coisa fora de lugar, como mochilas ou pacotes, monitorar a área da igreja e que ele e é responsável pela "proteção executiva" do pastor.

Hill comentou o tiroteio Charleston, e afirmou que as igrejas nunca foram um local exatamente seguro.

"Como um homem negro na América, o que há de novo? Nós nunca estive seguros em nossas igrejas - não um homem Afro-Americano, não na América (EUA). Você vem à igreja e você só suspende aquela sensação de vigilância. Agora vivemos em uma América na qual você deve estar vigilante. Você não está seguro em um avião, você não está seguro em uma escola, você não está seguro em uma sala de cinema. E adivinhem, você não está seguro em uma igreja", alertou.

Embora o uso de guardas armados em uma igreja seja altamente controverso, Ferrell diz que faz sentido para o seu contexto, no Colorado em que uma "proporção enorme" de pessoas pratica a caça e que é previsto no Direito Constitucional, o porte de armas.


Guerra interior

Em um recente artigo de opinião para o Christian Post, Hill comparou o tiroteio de Charleston no qual nove pessoas morreram ao de Aurora, em 2012, no qual James Egan Holmes matou e feriu 70 pessoas em um cinema lotado.

"A igreja oferece um consolo para a alma. Os filmes oferecem um santuário para a imaginação. Nós nos sentimos seguros para levar os nossos filhos e os nossos idosos para ambos os lugares, acreditando que em momentos de adoração ou de entretenimento, nada realmente pode dar errado", escreveu.

"A intenção destes atiradores era simples - eles tentaram aterrorizar-nos nos nossos 'lugares seguros'. Eles trazem os seus campos de batalha imaginários para os nossos lugares de paz da comunidade".

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