Perseguição religiosa aumenta na China, mas cristãos resistem: "Continuamos nos reunindo"

Apesar da repressão contra as igrejas domésticas na China, os cristãos continuam se reunindo, mesmo correndo risco de vida. O país é o 33º na lista de perseguição contra cristãos, de acordo com o Portas Abertas.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Terça-feira, 23 Agosto de 2016 as 9:10

A meta do governo de manter o poder e harmonia social inclui o controle de todas as religiões. (Foto: Reprodução).
A meta do governo de manter o poder e harmonia social inclui o controle de todas as religiões. (Foto: Reprodução).

A repressão da China contra as igrejas domésticas está crescendo e atualmente representa o maior desafio enfrentado pelos cristãos na região. Essas igrejas, que não são registradas na igreja oficial do Estado, estão resistindo à pressão de cumprir os regulamentos governamentais, apesar dos riscos de represálias.

A organização China Aid, que trabalha para apoiar os cristãos perseguidos na China, está relatando que a igreja doméstica “Proclamando Cristo”, que fica na província central de Henan, rejeitou uma ordem do governo para interromper suas atividades religiosas e remover os sinais cristãos do local. Os membros estão resistindo e pretendem continuar a desafiar as autoridades.

Fang Guojian, um participante da igreja, disse ao China Aid: "Ainda estamos nos reunindo. Escrevemos uma petição e depois que eles a viram, ficaram com medo. Na carta, escrevemos que iríamos para Pequim. Agora, eles estão com medo e não devem se atrever a nos provocar", relatou.

Uma vez que as igrejas estão registradas com a igreja oficial, o “Movimento das Três Autonomias Patrióticas” faz com que todas elas passem pela supervisão do governo. Todos os cultos precisam ser aprovados pelo Estado.

A China é o 33º país na lista de perseguição contra os cristãos. O dado é registrado pelo Ministério Portas Abertas, que classifica os países que mais reprimem a fé cristã.

"Embora a campanha de quebrar as cruzes na província de Zhejiang pareça ter chegado ao fim, as reuniões da igreja continuam a serem interrompidas. As autoridades enxergam as reuniões como ameaças, quando os estrangeiros, mídia ou grandes grupos de pessoas estão envolvidas, como acontece na província de Guangdong", diz o Portas Abertas.

"A contenção de informação nas mídias sociais após as explosões em Tianjin, em agosto 2015, também serve para limitar as liberdades cristãs. A meta do governo de manter o poder e harmonia social inclui o controle de todas as religiões, incluindo o rápido crescimento da minoria cristã", concluiu.

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