"Quando não dizemos que Jesus é o caminho, levamos as pessoas ao inferno", diz pastor

O pastor Robert Jeffress afirmou que quando um cristão deixa de alertar a outras pessoas que Jesus é o único caminho, é responsável pelo fato delas irem para o inferno.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quarta-feira, 26 Abril de 2017 as 11:38

Pastor Robert Jeffress lidera a Primeira Igreja Batista de Dallas, no Texas. (Imagem: Youtube)
Pastor Robert Jeffress lidera a Primeira Igreja Batista de Dallas, no Texas. (Imagem: Youtube)

"Não importa se alguém é um seguidor sincero de qualquer outra religião [que não pregue Jesus Cristo]. Este alguém está sinceramente errado". As palavras aparentemente duras são do pastor norte-americano Robert Jeffress e foram proferidas em resposta às declarações do ex-presidente Jimmy Carter ao jornal New York Times, na qual falou sobre sua fé cristã e disse não ter certeza se líderes como Gandhi estariam no céu ou no inferno.

"Eu não me sinto qualificado para fazer um julgamento, estou inclinado a dar a ele (ou a outros) o benefício de qualquer dúvida", disse Carter, que também dá aulas na escola dominical de sua igreja.

Durante seu sermão dominical na Primeira Igreja Batista em Dallas, Jeffress afirmou que não há nada nem ninguém além de Jesus que possa salvar as pessoas da condenação ao inferno: "nem o naturalismo, o moralismo ou até mesmo a religião em si, incluindo o judaísmo".

Jeffress comentou e ironizou a declaração de Carter: "Agora isso soa tão bem, isso soa tão humilde. 'Oh, quem sou eu para julgar? Só Deus pode julgar".

O pastor de Dallas concordou que somente Deus pode fazer o julgamento de quem vai para o céu ou o para o inferno, mas sugeriu que no caso de Gandhi, sua caminhada não foi como um discípulo de Jesus e isso torna seu destino claro.

"Deus já fez esse julgamento", disse Jeffress, erguendo a voz. "Ele (Jesus) disse: 'Ninguém vem ao Pai senão por mim'. E quando nós gaguejamos sobre essa verdade, hesitamos, tentamos ser 'humildes' na frente das pessoas e não lhes dizemos sobre essa verdade, estamos praticamente levando as pessoas ao inferno, porque estamos sugerindo que há uma outra abertura em algum lugar, e temos fugido da nossa responsabilidade como ministros e proclamadores da verdade da palavra de Deus".

O pastor focou todo o seu sermão nesta mensagem, insistindo que o único caminho para Deus é através da fé em Jesus Cristo, rejeitando qualquer teologia que sugira que possa haver outras maneiras de receber a salvação.

"Jesus disse em Lucas 13:24: 'Esforçai-vos para entrar pela porta estreita, porque muitos, eu vos digo, procurarão entrar e não poderão", lembrou o pastor em seu sermão.

"Há um caminho amplo, que a maioria da humanidade está seguindo e que leva à separação eterna de Deus. Mas há o caminho estreito, que poucos estão seguindo e este leva à vida eterna", acrescentou.

Jeffress observou que há muitas pessoas, incluindo muitos cristãos, que desafiam tal visão e insistem que "simplesmente não pode ser verdade" ou que "não é justo" que bilhões de pessoas estejam indo para o inferno.

Ele disse que muitas vezes isso também envolve outras questões teológicas, como o que acontece com os "pagãos na África", que nunca ouviram a mensagem do Evangelho e, portanto, não tiveram a chance de responder a ela.

Jeffress repetidamente insistiu, no entanto, que Jesus deixa claro que Ele é o único caminho.

"Há um caminho que até que parece certo para muitas pessoas, mas leva à destruição. Jesus enfatizou duas vezes que há dois caminhos e aquele que leva à vida eterna é muito, muito estreito", disse.

"Jesus Cristo é a única porta que leva à salvação", repetiu. Ele fez uma pausa no meio de seu sermão para admitir que ele teve mais problemas com o sermão desta semana do que qualquer outro em um longo tempo.

"Eu tive problemas porque parecia que eu estava dizendo a mesma coisa uma e outra e outra vez. Nestas últimas semanas e meses nós falamos sobre isso repetidamente, que não há muitos caminhos para o céu, mas um só", explicou o pastor.

Mas o pastor revelou que foi capaz de deixar de lado suas preocupações sobre esta aparente "redundância", depois de perceber que o próprio Jesus também repetiu esta mensagem muitas vezes.

"Nunca diremos isso alto ou em uma quantidade suficiente [para pararmos de repetí-la]", enfatizou.

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