Rabino aponta que o mistério do ano shemitá foi confirmado em 2015

A possível recessão global que poderá ser desencadeada representa uma "evidente confirmação do Shemitá e seu fenômeno", conforme afirma o Rabino Jonathan Cahn.

fonte: Guiame, com informações de Charisma News, UOL e Jornal do Brasil

Atualizado: Quinta-feira, 7 Janeiro de 2016 as 3:22

Mercados mundiais entraram em pânico diante do enfraquecimento econômico da China. (Foto: Reprodução)
Mercados mundiais entraram em pânico diante do enfraquecimento econômico da China. (Foto: Reprodução)

Enquanto os noticiários vem apontando que 2015 foi o "pior ano para o mercado desde 2008", uma nova turbulência que surgiu esta semana trouxe preocupação para os especialistas financeiros. A possível recessão global que poderá ser desencadeada representa uma "evidente confirmação do Shemitá e seu fenômeno", conforme afirma o Rabino Jonathan Cahn.

As Bolsas de Valores da China despencaram cerca de 7% na sua primeira operação de 2016, nesta segunda-feira (4), e as negociações de ações foram suspensas. Essa foi a primeira sessão em que foram colocados em prática na China os "circuit breakers", um mecanismo de suspensão da Bolsa para limitar as perdas ou os ganhos do mercado de ações. 

"É a revelação central do mistério do Shemitá", disse Cahn ao site Charisma News. "O fato de que esta confirmação está agora a chegando a partir da mídia secular é ainda mais impressionante. Nunca tivemos tantas fontes seculares confirmando a tese central do Shemitá."

Cahn, que é autor do livro "O Mistério do Shemitá", detalha em sua obra como os últimos 7 Shemitás, desde 1966, foram marcados por recessões ou falhas do mercado. O Shemitá, também chamado de Ano Sabático, é o sétimo ano do ciclo de sete anos da agricultura ordenado pela Torá para o povo de Israel. 

Algumas pessoas esperavam que, exatamente no mês de setembro, acontecesse alguma uma calamidade econômica; algo que o rabino nunca considerou. 

"Muitos se confundiram ao colocar todo o seu foco em setembro e num acontecimento único em Wall Street, e acreditavam que isso já tivesse um lugar e uma data definida", disse Cahn. "Eu já adverti, desde o início, contra a definição de datas e a alertei que algo aconteceria em qualquer lugar e em qualquer data, época ou ano."

Em seu livro, o rabino revela que os efeitos da Shemitá se intensificam quando o ano se aproxima do mês hebraico de Elul, que geralmente cai entre agosto e setembro. "Isto é exatamente o que ocorreu no Shemitá de 2015", garante Cahn. "Este ano, Elul começou no dia 16 de agosto. Menos de 10 dias depois de seu início, o mundo testemunhou um dos maiores colapsos na história da Wall Street e na história do mundo, com o ataque da segunda-feira negra".

A segunda-feira negra de 2015 na qual Cahn se refere aconteceu no dia 24 de agosto. Wall Street fechou com uma queda superior a 3,5%, e os mercados mundiais entraram em pânico diante do enfraquecimento econômico da China. O índice Dow Jones Industrial Average teve sua pior queda em uma única sessão desde agosto de 2011 ao perder 3,58% (588,57 pontos), a 15.871,28 unidades. 

Cahn aponta que o fenômeno não deveria ser exatamente manifesto a cada ciclo, mas o fato é que aconteceu. "E agora, à medida que começamos 2016, sites financeiros e serviços de notícias em todo o mundo estão proclamando que 2015 foi o 'pior ano para o mercado desde 2008'. É uma confirmação extremamente poderosa. De 2008 a 2015, o ciclo fecha em exatamente sete anos", disse ele.

Brasil

Segundo analistas, a economia do Brasil está passando por uma crise ainda maior que a prevista e caminhando para a recessão mais profunda desde 1901, com o mercado desacreditado e a turbulência política. Isso foi o que apontou matéria publicada nesta terça-feira (5) pela Blooberg NY. 

A maior economia da América Latina deve encolher 2,95% este ano, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central, realizada com 100 economistas, contra uma estimativa anterior de uma contração de 2,81%. Ou seja, os economistas baixaram sua previsão de crescimento para 2016 após a conclusão de que a economia contraiu 3,71% no ano passado e está a 13 semanas diminuindo. 

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