Refugiados cristãos são forçados a esconder Bíblias de muçulmanos, na Alemanha

Quando finalmente estes cristãos conseguiram encontrar um novo lugar para começarem uma nova vida, eles se surpreenderam com a atitude de muçulmanos extremistas que os ameaçam diariamente.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Sexta-feira, 12 Agosto de 2016 as 11:33

Os cristãos que procuram asilo na Alemanha estão enfrentando ameaças diárias de extremistas muçulmanos. (Foto: Reuters).
Os cristãos que procuram asilo na Alemanha estão enfrentando ameaças diárias de extremistas muçulmanos. (Foto: Reuters).

Cristãos que fugiram da perseguição no Oriente Médio, pensando que na Alemanha eles poderiam, finalmente, ser livres para colocar sua fé em prática, tiveram uma surpresa nada agradável.

Imagine só o desânimo desses refugiados quando eles descobriram que, depois de todo o sofrimento e trauma ao abandonar suas casas e se aventurarem em uma nova terra, o terror simplesmente permaneceu ao lado deles.

Agora, estes cristãos que procuram asilo na Alemanha, estão enfrentando ameaças diárias de extremistas muçulmanos que também estão alojados temporariamente no campo próximo à cidade de Schloß Holte-Stukenbrock, no distrito de Güterloh. As informações são de relatórios do site Daily Express.

De acordo com fontes religiosas, os cristãos que estão no campo foram forçados a esconder suas Bíblias. Muçulmanos fundamentalistas que vivem entre eles, os ameaçaram de apreender e rasgar as páginas do livro sagrado.

Surtos esporádicos de violência já ocorreram no acampamento que abriga cerca de 1,1 milhões de refugiados. Relatórios informam que cerca de 14 homens cristãos iranianos foram recentemente removidos do acampamento depois que eles sofreram ameaças de morte por se recusarem a abandonar a fé.

Durante o Ramadã, os cristãos teriam sido forçados a comer restos de comida no campo, após o tempo determinado das refeições. Esse tempo foi alterado para acomodar os muçulmanos que jejuam e não comem durante o dia por causa do mês sagrado islâmico.

A pastora Mahin Mousapour, líder da comunidade persa Father House Community (Comunidade Casa do Pai, em tradução livre), em Frankfurt, disse que muitos muçulmanos apontam cristãos como "impuros" e "mais impuros do que os cães".

Mousapour, que se converteu ao cristianismo há mais de 25 anos, disse que os cristãos que foram vítimas dos imigrantes muçulmanos estão optando por manter o silêncio, uma vez que são "ameaçados de vingança ou de perder o estatuto de asilo, caso se queixem".

Ela pediu que as autoridades do governo alemão tomassem uma iniciativa para proteger os imigrantes cristãos. "Não acredito que nós, que procuramos abrigo por sermos ameaçados, não possamos receber proteção", disse ela.

A pastora ainda ressaltou que o problema está se espalhando até mesmo para fora do acampamento e que ela mesma foi ameaçada na rua por um imigrante muçulmano armado com faca. "Estamos aqui na Alemanha, em um país cristão. Não devemos permitir que outros façam as regras", disse a líder para as autoridades.

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