"Se converta a Alá ou atiraremos em seu filho", diz Estado Islâmico a mãe cristã

"Eles disseram que eu ia me tornar muçulmano, mas eu disse: 'Não há outro Deus a não ser Jesus'", relatou o garoto de 16 anos.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Sexta-feira, 25 Novembro de 2016 as 10:39

O garoto contou sobre o fato de crianças terem matado seis pessoas neste dia. (Foto: Reprodução).
O garoto contou sobre o fato de crianças terem matado seis pessoas neste dia. (Foto: Reprodução).

Um jovem cristão iraquiano da vila de Qaraqosh, perto de Mosul, contou ter sido forçado pelo Estado Islâmico, sob a mira de uma arma, a se converter ao Islã. Qaraqosh foi dominada em 2014, quando Ismail tinha apenas 14 anos. Agora com 16, ele disse à BBC como ele e sua mãe foram forçados a se tornarem muçulmanos.

"Eles me disseram para falar 'não há Deus senão Alá'. Disseram que eu ia me tornar um muçulmano. Eu disse: 'Não há outro Deus a não ser Jesus', então ele me deu um tapa, eu ainda era jovem", disse Ismail.

"Ele bateu em mim e apontou a arma para minha cabeça. Ele disse à minha mãe: 'Se você não se converter ao Islã, vamos matar seu filho'". Ele também contou sobre o fato de crianças terem matado seis pessoas neste dia.

"Um carro parou e seis pessoas com os olhos vendados, vestidos de vermelho, saíram. Eles ficaram de joelhos e então as crianças chegaram. Cada uma delas estava atrás de um dos homens de vermelho. Alguém que parecia ser seu líder começou a ler alguns papéis. Quando terminou de ler, as crianças mataram os homens”, relatou.

Ideologia Islâmica

O Estado Islâmico é conhecido por usar crianças como soldados, doutrinando elas na ideologia islâmica desde muito cedo. Em um vídeo divulgado pelo site Alsumaria News, um menino iraquiano, Mohamed, fala como os militantes o forçaram a se juntar ao califado e como o grupo extremista está enviando crianças para a linha de frente depois de submetê-las a um treinamento cruel e dar-lhes autoridade para matar até seus pais.

Ele diz que os pais e famílias que se recusaram a enviar seu filho para campos de treinamento sofreram duras punições.

Embora alguns cristãos tenham conseguido retornar às aldeias ao redor de Mosul, de onde foram expulsos, as instalações de eletricidade e água foram destruídas pelo grupo extremista e espera-se que o local só fique realmente habitável após muitos meses.

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