Teólogo norte-americano comenta "Drive-Thru da Oração" e reflete sobre o assunto

A proposta tem se tornado uma tendência, seguida por igrejas em diversos estados norte-americanos.

fonte: Guiame

Atualizado: Sexta-feira, 30 Maio de 2014 as 2:39

Teólogo norte-americano comenta "Drive-Thru da Oração" e reflete sobre o assunto"As pessoas vão ao Dunkin 'Donuts pelo café. Não porque é o melhor café, mas porque é o mais conveniente. De forma semelhante, esta é uma porta de entrada para alguém começar a se conectar com Deus de uma forma intencional". Assim explicou o pastor de uma igreja que abriu recentemente uma pista de "drive-thru" para pessoas que procuram a oração.

Desde o estado da Flórida, passando por Kansas e Illinois até a Califórnia, igrejas estão seguindo o que parecer ser uma tendência. Uma delas adquiriu um edifício - no qual anteriormente funcionava um banco - nas proximidades, composta por voluntários. A igreja usa o tubo de depósito do banco para as pessoas que que preferem escrever seus pedidos de oração em um papel, ao invés de falar com um membro da igreja sobre o assunto. As pessoas têm pedido aos voluntários para orarem por membros da família e outros problemas.

Exemplo disso foi o caso de uma mulher, que pediu aos voluntários que orassem por sua filha. A jovem havia se tinha se mudado para Israel e estava entrando para o exército daquele país.

Apesar de a ideia parecer uma ferramenta para que a Igreja se torne mais acessível à comunidade a sua volta e muitas pessoas demonstrarem grande aceitação ao "Drive-Trhoug da Oração", a estratégia tem sido observada com reservas por líderes cristãos, como no caso do pastor, doutor e escritor Jim Denison.

"Quando li pela primeira vez sobre este fenômeno , eu concordei com um crítico que advertiu que 'reforça essa idéia de oração sendo mais como uma máquina de venda automática. Nós dirigimos até a janela, fazer a nossa seleção, colocar na nossa ordem , e obter o nosso pedido cumprido. Isso é uma distorção de auto-serviço da experiência cristã", confessou.

Apesar de sua crítica inicial, Denison aproveitou o tema já em debate para propor uma reflexão um pouco mais complexa. Segundo ele, o perigo não está no "drive thru" em si, mas também no modo como as pessoas têm lidado com o ato de orar e pedir por orações.

"Após refletir mais, percebi que o mesmo pode ser dito de qualquer pedido de oraçã , quando e como fazemos isso. A religião transacional tem estado conosco desde que o primeiro suplicante fez o primeiro sacrifício para sua divindade com a finalidade de ser abençoado como resultado", explicou.

Seguindo esta linha de raciocínio Denison alerta para a secularização cada vez mais evidente da sociedade pós-moderna.

"Nossa cultura está se tornando cada vez mais secularizada: o maior percentual da história diz que eles não têm nenhuma preferência religiosa e afirma que a religião "não é muito importante" em suas vidas. Mas o secularismo não altera a nossa necessidade básica de Deus. Por exemplo, 76% dos norte-americanos dizem que a religião está perdendo sua influência hoje ; depois de 9-11, apenas 39% concordaram", disse.

Finalizando sua reflexão, Denison lembra que o Apóstolo Paulo pediu orações à igreja de Corinto e destacou a importância da oração para todos os cristãos.

"O maior apóstolo, evangelista, missionário e teólogo da história pediu à igreja mais disfuncional e imatura dos seus dias para orar por ele. Se ele precisava de sua intercessão, quanto mais nós precisamos do apoio, de oração dos crentes hoje em dia? Se a igreja de Corinto precisava orar para Paulo, quanto mais nós precisamos orar uns pelos outros?", destacou

Com informações do Jim Denison Forum

*Tradução por João Neto

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