Últimos cristãos do Iraque decidem ficar no país, apesar das ameaças do Estado Islâmico

Centenas de antigas igrejas foram destruídas pelo Estado Islâmico por todo o Iraque e a Síria. Milhões de pessoas foram forçadas a fugir como refugiados, mas algumas decidiram permanecer para reconstruir seu país.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2016 as 2:40

A violenta perseguição contra os cristãos fez com que muitos se mudassem para outros lugares. (Foto: Reuters/Ari Jalal).
A violenta perseguição contra os cristãos fez com que muitos se mudassem para outros lugares. (Foto: Reuters/Ari Jalal).

Os cristãos iraquianos que foram forçados a abandonar suas casas há dois anos, e que hoje vivem em campos de refugiados, declaram que estão determinados a ficar e ajudar a reconstruir o país, apesar do risco de serem mortos por militantes do Estado Islâmico, de acordo com um novo relatório.

O ministério Portas Abertas, que apoia cristãos perseguidos há mais de 50 anos, anunciou na semana passada que eles passaram oito meses consultando líderes da igreja no Iraque e na Síria para lançar um relatório chamado "Esperança para o Oriente Médio".

O relatório, que será lançado no Parlamento Britânico no dia 12 de outubro, faz um registro das "contribuições que os cristãos fizeram para a região e cuidados para com a saúde, negócios, cultura e bem-estar ao longo dos séculos", e incluirá recomendações sobre como o governo britânico pode falar e agir de forma efetiva em nome da igreja no Oriente Médio.

Zoe Smith, advogada principal da Missão Portas Abertas, disse ao Premier do Reino Unido que muitos cristãos estão optando por permanecerem no Iraque com um plano de reconstruir o país.

"[Os cristãos estão] realmente se reconciliando. Eles já foram classificados como a 'cola' que mantém a sociedade unida no Oriente Médio. Muito se fala sobre a perseguição que já dura um longo tempo, mas não se aborda muito sobre os que querem ficar para ajudar o país", disse Smith.

Uma iraquiana cristã disse ao Portas Abertas: "Eu quero que meus colegas iraquianos saibam que não somos meros convidados no Iraque. Nossos antepassados ​​construíram este país. Nós devemos ser tratados como irmãs e irmãos, e não como convidados", pontuou.

A violenta perseguição que rodeia os cristãos fez com que muitos se mudassem para outros lugares, mas outros pretendem permanecer em suas cidades. Eles esperam oferecer a esperança e a coragem para prosseguir com suas vidas e ajudar as pessoas pobres.

Tal desejo de permanecer e reconstruir é um dado que foi notado há alguns meses atrás, quando emitiram avisos de que a população cristã iraquiana poderia ser completamente dizimada.

Centenas de antigas igrejas e locais de culto foram destruídas pelo Estado Islâmico por todo o Iraque e Síria, enquanto milhões de pessoas foram forçadas a fugir como refugiados e grupos inteiros foram mortos. Comunidades cristãs também foram esvaziadas, colocando um fim a milhares de anos de história.

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