Universidade cristã desiste de abrir espaço para orações muçulmanas após críticas de Graham

A capela cristã da universidade abriu espaço para orações muçulmanas, gerando críticas de Franklin Graham: “Permitir isso é semelhante a profanação”.

fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Atualizado: Sexta-feira, 16 Janeiro de 2015 as 7:05

 

O islamismo tem ganhado espaço em todo o mundo, inclusive dentro de uma das universidades evangélicas mais conceituadas do mundo, na Carolina do Norte, EUA. A Duke University, uma universidade metodista, marcou um "adhan" – uma chamada para a oração islâmica – para o dia 16 de janeiro, na capela onde são realizados os cultos.

Dentro do adhan são feitas repetidas orações incluindo as palavras "Allahu Akbar", que significa "Deus é grande". O problema é que o Deus deles não é o mesmo Deus que servimos.

A Universidade Duke desistiu rapidamente da ideia depois que Franklin Graham, filho do famoso evangelista Billy Graham, se posicionou contra movimento ecumênico da Duke, no Facebook. "À medida que o Cristianismo vem sendo excluído de praça pública e os seguidores do Islamismo estão estuprando, massacrando e decapitando cristãos e judeus que não se submetem à sua lei, Duke está promovendo isso em nome do pluralismo religioso", escreveu.

"A Universidade Duke continua empenhada a promover um campus inclusivo, tolerante e acolhedor para todos os seus alunos", disse o porta-voz da universidade Michael Schoenfeld, em um comunicado. “No entanto, ficou claro que o esforço para unificar não teve o efeito pretendido."

A universidade diz que a capela não é utilizada exclusivamente para a adoração cristã, mas também por estudantes de muitas religiões diferentes. "Esta oportunidade representa um compromisso maior com o pluralismo religioso, que está no coração da Duke, conectando as tendências universitárias no alojamento religioso", disse Christy Lohr Sapp, diretor associado da Duke Para a Vida Religiosa.

Na visão de Graham, o pluralismo religioso está longe da proposta inicial da universidade, construída por cristãos. "Esta é uma escola metodista, e o dinheiro para essa capela foi dado pelo povo cristão ao longo dos anos para que o corpo de estudantes tivessem um lugar para adorar ao Deus da Bíblia”, disse Graham.

Agora as orações muçulmanas acontecerão fora da capela, de acordo com a universidade. "Os membros da comunidade muçulmana agora irão se reunir no quadrilátero fora da capela, um local de programas e atividades inter-religiosas", disse Schoenfeld.

Graham disse que os muçulmanos têm o direito de culto ao seu deus na América, e que “há milhões de pessoas maravilhosas no Islã, que querem viver a sua vida, criar seus filhos e ser livres". Mas ele também disse que o Islamismo não é uma religião pacífica.

“Permitir orações muçulmanas dentro de uma capela cristã é semelhante a profanação”, disse Graham. "Eu acho que a capela já foi profanada há muitos anos, provavelmente", respondeu ele.

Aumentam muçulmanos na Duke University

A Duke University tem o número de estudantes muçulmanos crescendo. Em 2014, mais de 700 dos 14.850 alunos da escola afirmaram ser muçulmanos. Em 2009, a universidade criou o Centro de Vida Muçulmana e contratou seu primeiro capelão muçulmano.

"O adhan comunica à comunidade muçulmana que eles são bem-vindos aqui, que estas orações melhoraram a convivência, e que todos estão convidados a parar em uma tarde de sexta-feira e rezar", disse Lohr Sapp.

“John Wesley deve estar virando no túmulo”

Robert Jeffress, Pastor da Primeira Igreja Batista em Dallas, no Texas, disse que os metodistas precisam se revoltar.

"Os fiéis metodistas que acreditam que a Bíblia é a palavra de Deus, devem exigir que a sua denominação corte qualquer apoio a Duke. Eu acho que John Wesley deve estar virando no túmulo. Este, certamente, não é o metodismo de John Wesley: uma fé que foi firmada sobre a Bíblia", disse Jeffress.

“Na realidade, a capela foi tomada e profanada em nome do politicamente correto”, finalizou.

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