Você tem dúvidas sobre como a bíblia encara a política?

Daniel Mastral esclarece alguns tópicos do que é visto na política e na igreja.

fonte: Guiame

Atualizado: Sexta-feira, 29 Agosto de 2014 as 10:17

O povo brasileiro, no geral, é muito esperançoso; com isso, os políticos se elegem baseados em promessas que nunca serão cumpridas. Segundo Daniel Mastral, em um vídeo publicado em seu canal no youtube, ao analisar esse ciclo de promessas, se nota que na igreja acontece o mesmo. “Muitos dizem: esse aqui é o ano do jubileu, o ano da vitória, o ano da conquista. O ano passa, não aconteceu nada, e os mesmos discursos são sempre apresentados nos altares. Jesus não passou para nós uma postura triunfalista, mas disse que no mundo sofreríamos aflições. Toda conquista tem um preço, mas esse preço não é dito nos altares, a não ser o preço dos dízimos”, declara Mastral sobre a igreja.

Sobre as eleições, Daniel Mastral revela o posicionamento bíblico sobre o que é visto na política e na igreja, respondendo as dúvidas que surgem em muitos cristãos.

Igrejas podem ter seus próprios candidatos?

“Igreja não tem candidato. Quem tem candidato é partido”, diz. Um exemplo dado por Daniel foi o que aconteceu na última eleição presidencial. “A Marina foi muito apoiada pelos evangélicos, até que surgiu a informação de que seu vice-presidente era satanista. Então a direção dada pela liderança para a igreja foi votar no Serra. Mas quem ganhou foi a Dilma. Se o voto ao Serra fosse direção de Deus, a Dilma não teria ganhado, porque o que Deus fala se cumpre”, diz Daniel, alertando que a igreja tem se baseado em muitas “profetadas”.

Um evangélico no governo é uma chance de mudança da nação?

“Achar que a nação será transformada se um homem de Deus estiver à frente dela, é utopia”. Para contextualizar, Mastral demonstra como exemplo grandes homens de Deus citados na bíblia. “José governou o Egito, mas não mudou suas leis, nem seu sistema religioso. José não fez campanha política, mas foi colocado por Deus naquele posto de governo por um propósito em favor da nação de Israel. Jesus também não foi um libertador político, como os judeus esperavam. Ele não tirou os impostos, nem mudou o cenário do império romano”, exemplifica. “Temos que notar que estamos nos finais dos tempos, onde todas as plataformas estão se preparando para a vinda do anticristo, inclusive no sistema político. As coisas ruins têm acontecido, porque está na bíblia que iriam acontecer. Nós não vamos mudar, nem impedir isso”, explica Daniel.

Pastores podem se candidatar ao governo?

Como exemplo, Mastral ilustra Paulo, que não pleiteou cargos políticos, mas continuou sua missão de pregar o evangelho. “Ver pastores se candidatando ao governo não tem fundamento bíblico, essa é que é a verdade. Ser rei e sacerdote não dá certo. Se um pastor virar um governador, ele não vai cuidar de suas ovelhas, assim como será um político medíocre”, declara.

Pastores podem receber políticos na igreja?

“Na minha visão, não”, declara. Daniel ressalta que a igreja foi estabelecida para pregar a palavra de Deus, e as duas coisas não devem ser misturadas. “Imagina se o Faraó entrasse no templo para apresentar o projeto da sua próxima pirâmide? Quando alguém direciona o voto, ele está sugestionando. Você tem que fazer aquilo que Deus colocou no seu coração, e sentir paz nisso”, aconselha Daniel.

Assista o vídeo completo ministrado por Daniel Mastral:

Por Luana Novaes - www.guiame.com.br

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