Abertura das Olimpíadas gera repercussão internacional, mas críticas permanecem

Segundo o pastor e escritor Edmilson Mendes, "mesmo com a beleza da tocha de mão em mão e uma abertura cinematográfica, no fim os dramas reais gritam mais alto".

fonte: Guiame, Por João Neto

Atualizado: Sábado, 6 Agosto de 2016 as 1:10

Abertura das olimpíadas impressinou pela riqueza de efeitos especiais. (Imagem: Rede Globo)
Abertura das olimpíadas impressinou pela riqueza de efeitos especiais. (Imagem: Rede Globo)

Na noite da última sexta-feira (5), não apenas milhões de brasileiros, mas também telespectadores do mundo todo pararam par assistir ao espetáculo da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016). Com direito a menções históricas da cultura brasileira, como o 14 Bis de Santos Dumont, a garota de Ipanema e também à atual realidade das favelas, a cerimônia surpreendeu a muitos que esperavam que o evento fosse marcado por um fiasco e repercutiu positivamente na mídia internacional.

Outros momentos como a entrada da delegação especial, formada por refugiados de diversos países - que atualmente sofrem com a guerra e inúmeros abusos dos direitos humanos, como Síria, Afeganistão, Iraque e Congo - também emocionaram o público que conseguiu compreender as lutas que estes esportistas têm enfrentado para estar ali.


Sonho ou pesadelo olímpico?
Porém o debate sobre a chegada do evento ao Brasil no momento crítico que o país vive continuam acalorados.

A beleza da festa de abertura das Olimpíadas contrasta com as mazelas e necessidades cada vez mais evidentes em todo o território nacional. Os altos investimentos em locais preparados especificamente para a época dos jogos, como a Vila Olímpica e a Praça Mauá, ficam ainda mais inexplicáveis diante das tristes notícias de falhas estruturais nos apartamentos dos atletas e a insegurança que impera na cidade.

O pastor e escritor, Edmilson Ferreira Mendes fez esse alerta aos leitores do Guiame na última sexta-feira.

"Em meio a tragédias, terrorismos, desempregos, impostos, guerras políticas, fracassos econômicos, inflação e enorme crise, a grande mídia tenta empolgar a nação com uma tocha de mão em mão, com histórias dramáticas de alguns atletas, com estrelas do esporte e abertura cinematográfica. Mas não funciona, no fim os dramas reais gritam mais alto", afirmou ele em um artigo de sua coluna.

Edmilson ainda destacou que, apesar da beleza da festa e a organização do revezamento da tocha olímpica, o que precisa de organização é a própria humanidade e que Deus é a solução para fazer os ajustes necessários.

"Não basta controlar a chama olímpica para se realizar o sonho. Todos os elementos precisam de controle e harmonia, o fogo, o ar, a água, a terra. Mas não apenas estes quatro da natureza. O elemento humano precisa de harmonia desesperadamente. Me desculpem os que acreditam, Zeus não dará jeito, apenas Deus restabelecerá a ordem e a paz nos elementos que Ele mesmo criou", finalizou.

Funcinários tentam limpar águas sujas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. (Foto: NovaEscola)

"Paz temporária"
Falando com exclusividade ao Guiame, o renomado escritor e palestrante Daniel Mastral apontou a realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, não exatamente como um tipo de maldição espiritual, mas sim como o que ele chamou de "marcador de tempo".

"A questão que devemos observar é o momento histórico que vivenciamos. Vivemos um tempo em que o amor tem se esfriado. Tempos em que os cataclismos têm aumentado. Da década de 50 para cá aumentaram exponencialmente. Interessante pontuar; desde a criação do Estado de Israel (14 de maio de 1.948). Gravei um vídeo intitulado: “Filho do Fogo - Profecia Cumprida?”, onde discorro a respeito de uma agenda que organizações secretas se pautam a fim de preparar as plataformas para a vinda do anticristo", disse.

"O que narrei em meus livros não foram 'profecias'. Mas, o relato de um calendário que está em plena vigência. A Olimpíada no Brasil ajusta algumas balizas espirituais neste tabuleiro. Propositalmente, alguns destes pontos são expostos para os que sabem ler os sinais".

o escritor ainda fez menção de um fato curioso: a capa de uma revista internacional em 2016, com diversas 'mensagens implícitas', que relacionavam as olimpíadas com cenários mais complexos.

Capa da revista 'The Economist', citada por Mastral. (Imagem: Economist)

"Já reparou na capa da revista 'The Economist' de 2016? Na parte de baixo vemos os aros olímpicos. Dando referência ao Brasil. Ainda em baixo um homem com um livro aberto. Tempo de cumprir alguma profecia? Em cima contemplamos o Sol, que “observa” uma borboleta. Símbolo da Primavera. Inicia em 23 de Setembro. São prenúncios de coisas que estão por vir. E isso é só a ponta do Iceberg", alertou.

 

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