Abortos seletivos são um problema global, aponta estudo

"A discriminação sexual pré-natal cruza linhas culturais, étnicas e nacionais. É praticada impunemente em muitos países, incluindo os Estados Unidos, via aborto seletivo", indica o estudo elaborado pela pesquisadora Anna Higins, nos EUA.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 14 Abril de 2016 as 5:20

A discriminação sexual pré-natal cruza linhas culturais, étnicas e nacionais.
A discriminação sexual pré-natal cruza linhas culturais, étnicas e nacionais.

Uma organização de pesquisa pró-vida divulgou um relatório sobre o "problema global" de abortos seletivos - motivados por questões de gênero, por exemplo - durante uma audiência na Câmara dos Estados Unidos, realizada para debater um projeto de lei, destinado a proibir a prática.

O Instituto Pró-vida 'Lozier Charlotte' divulgou um documento de quarta-feira intitulado "Aborto Sexualmente Seletivos: A Batalha Real das Mulheres", de autoria de Anna Higgins.

Higgins, que faz parte de um painel de testemunhas perante o Subcomitê de Constituição e Justiça Civil na quinta-feira à tarde, escreveu que aborto seletivo é um "problema global".

"A discriminação sexual pré-natal cruza linhas culturais, étnicas e nacionais. É praticada impunemente em muitos países, incluindo os Estados Unidos, via aborto seletivo. Escolhem abortar um bebê, com base exclusivamente no sexo da criança", escreveu Higgins.

"A discriminação pré-natal também pode ser praticada com um tipo de pré-implantação, destruindo embriões para em uma determinação prévia do sexo do bebê. Sem dúvida, essas práticas constituem uma discriminação contra um indivíduo humano único com base no sexo apenas, e, portanto, constitui uma discriminação sexual".

Higgins passou a defender as restrições do governo à prática, argumentando que "é imperativo que os Estados e o Governo Federal proíbam a instituição do aborto seletivo".

"A pesquisa e diversos testemunhos pessoais mostram que a prática do aborto seletivo é 'comum' entre culturas e nações, incluindo os Estados Unidos", continuou Higgins.

"A seleção de sexo em favor dos machos é praticada em algumas comunidades de imigrantes asiáticos dentro dos EUA e outras nações ocidentais, como o Reino Unido."

O documento elaborado por Higgins foi apresentado, considerando-se que ela é uma das quatro pessoas com perícia avaliada para depor perante a Câmara, na análise de projeto de lei que pode proibir a prática em questão.

Conhecida como a Lei de Anti-discriminatória Pré-natal de 2016, ou pela sigla 'PRENDA', a proposta visa impedir a discriminação contra bebês em gestação, com base em sexo / gênero.

Além de Higgins, as outras testemunhas agendadas são 'Catherine Davis', da Coalizão Nacional Pró-vida; Miriam Yeung, do Fórum Nacional Asiático Pacífico das Mulheres Americanas e o Reverendo Derek McCoy, do Centro de Renovação Urbana e Educação.


Síndrome de Down
Além de abortos motivados pelo preconceito com relação ao sexo dos bebês, outras razões também podem estar entre os motivos usados como 'justificativas' das interrupções das gestações.

Considerada uma das maiores redes de clínicas de aborto dos Estados Unidos e atuante com autorização e apoio do governo norte-americano, a 'Planned Parenthood' apresentou uma queixa legal, devido à aprovação de leis que proíbem o aborto em casos de bebês com Síndrome de Down (e outros tipos de síndrome ou má formação congênita). 


Microcefalia

No Brasil, os surtos de microcefalia acabaram esquentando ainda mais o debate sobre o 'direito ao aborto'. A psicóloga Marisa Lobo participou recentemente de um debate na Rede TV! sobre o assunto e criticou o caráter contraceptivo que acabou sendo desenvolvido pela interrupção da gravidez.

"Eu sou mulher e defendo os direitos das mulheres, mas não defendo o ato de matar uma criança simplesmente porque ela apresenta algum defeito", destacou.

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