Adolescente é condenada por matar a própria mãe, após ver vídeos do Estado Islâmico

Antes de cometer o crime, a dinamarquesa Lisa Borch e seu namorado islamita de 29 anos estavam assistindo aos vídeos das execuções dos reféns britânicos David Haines e Alan Henning, sendo decapitados.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 16 Setembro de 2015 as 9:14

Lisa Borch tinha 15 anos quando cometeu o crime com a ajuda de seu namorado. (Foto: Instagram)

Uma adolescente de 16 anos que assassinou a facadas sua própria mãe - depois de se tornar obcecada com vídeos de execuções feitos pelo Estado Islâmico - foi condenada na última terça-feira (15) a nove anos de prisão, na Dinamarca.

Antes de cometer o crime, a dinamarquesa Lisa Borch e seu namorado islamita de 29 anos estavam assistindo aos vídeos das execuções dos reféns britânicos David Haines e Alan Henning, sendo decapitados. A jovem deferiu pelo menos 20 golpes de faca contra a mãe, de acordo com relatórios.

O assassinato aconteceu em outubro do ano passado (2014). A adolescente usou com uma faca de cozinha e, em seguida, ligou para a polícia para pedir por socorro.

"Eu ouvi minha mãe gritar, olhei pela janela e vi um homem branco fugir. Por favor, venham aqui, há sangue por toda parte", disse Lisa durante a ligação.

Quando a polícia chegou à casa da adolescente e perguntou onde sua mãe estava, Borch simplesmente sentou-se ao lado do telefone e apontou para escadas.

Tine Römer Holtegaard (mãe de Lisa) era uma artista que vivia com suas filhas gêmeas e o marido. A senhora foi encontrada pela polícia, coberta de sangue em seu quarto.

Após uma busca feita no computador da adolescente, descobriu-se que Borch assistiu a vários vídeos de decapitações, repetidamente "durante toda a noite".

Seu namorado de 29 anos, Bakhtiar Mohammed Abdullah não estava no local quando a polícia chegou, mas suas impressões digitais foram encontradas no quarto da vítima.


"Romance" perigoso
Borch havia se tornado obcecada por militantes islâmicos depois de um relacionamento com um homem muçulmano ainda sem nome divulgado.

Mais tarde, ela conheceu nascido Abdullah (natural do Iraque) em um centro de refugiados perto de sua casa e acredita-se que os dois tinham planejado fugir para a Síria para lutar pelo Estado Islâmico juntos.

Bakhtiar Mohammed Abdullah é natural do Iraque e chegou à Dinamarca como refugiado (Foto: Facebook)

A irmã gêmea de Borch havia deixado a casa da família anteriormente, devido às brigas sem fim entre a mãe e a filha, geralmente motivadas pelo relacionamento de Lisa e Abdullah.

A promotoria disse ao tribunal: "Este assassinato foi a sangue-frio, gelado e comprometido de uma forma bestial".

Nem Borch nem Abdullah admitiram ter empunhado a faca e ambos foram condenados por homicídio.

Borch foi condenada a nove anos de prisão, um dos quais estará em instituição para jovens infratores.

Abdullah foi condenado a 13 anos de prisão e após cumprir sua pena, será expulso da Dinamarca.

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