Após ocupar 4º lugar, brasileiro dá lição: “Oportunidade para distribuir o amor de Jesus”

O atleta brasileiro Caio Bonfim ocupou o quarto lugar nos 20 km da marcha atlética, mas não desvalorizou sua posição: “Olimpíada não é feita só de três lugares"

fonte: Guiame

Atualizado: Terça-feira, 16 Agosto de 2016 as 2:38

Caio Bonfim comemora seu quarto lugar na marcha atlética (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)
Caio Bonfim comemora seu quarto lugar na marcha atlética (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)

O atleta brasileiro Caio Bonfim deixou uma mensagem marcante para o público das Olimpíadas ao completar os 20 km da marcha atlética em quarto lugar. A prova foi realizada na última sexta-feira (12) no Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio.

Em entrevista ao Sport TV, logo depois de alcançar sua marca, Bonfim celebrou sua posição na prova. “Olimpíada não é feita só de três lugares, nós os valorizamos porque o capitalismo os valoriza. O quarto lugar é esplêndido”, disse ele.

O atleta acredita que a quarta posição pode contribuir para que a marcha atlética se populariza no Brasil. “A minha missão não é vir aqui só ganhar medalha, minha missão são várias outras. O esporte não é muito popular no meu país, em quarto lugar nós popularizamos”, afirmou.

“É mais uma oportunidade para os jovens, é inspiração, é a vontade de Deus, é distribuir o amor para as pessoas, o carinho, o amor de Jesus. Então minha missão foi cumprida. Só de estar falando nesse microfone aqui, a minha missão está cumprida”, acrescentou o atleta.

Uma das principais regras da marcha atlética é se movimentar o mais rápido possível, mantendo sempre um dos pés no solo, mas sem correr. Para cumprir a exigência, o movimento dos atletas da modalidade são semelhantes a uma “rebolada”, o que fez com que Caio tenha ouvido muitas críticas.

“Não teve nenhum dia que eu tenha saído na rua que eu não fui xingado e não tive piada, então tem um preconceito. Mas quando você diz assim ‘eu tenho família, eu tenho amigos que me apoiam e eu vou todos os dias dar o meu melhor’, você vira o quarto do mundo”, disse Caio. “Então, aquele moleque pequenininho que saiu lá da cidade-satélite de Sobradinho [DF], chegar na Olimpíada e ser o quarto do mundo, é para dizer que você também pode.”

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