Após protestos, líderes de torcida retomam direito de exibir versículos durante jogos

A Suprema Corte do Texas rejeitou os argumentos do Distrito Escolar da cidade de Kountze sobre o caso e autorizou o uso de trechos da Bíblia pelas líderes de torcida.

fonte: Guiame, com informações de WND

Atualizado: Quarta-feira, 3 Fevereiro de 2016 as 12:15

"Tudo posso naquele que me fortalece (Filipenses 4:13)" é a mensagem que o cartaz das animadoras de torcida carrega. (Foto: Liberty Institute)
"Tudo posso naquele que me fortalece (Filipenses 4:13)" é a mensagem que o cartaz das animadoras de torcida carrega. (Foto: Liberty Institute)

Animadoras de torcida de uma escola no estado norte-americano do Texas receberam uma grande vitória na última sexta-feira (1) em sua luta pelo direito de colocar versículos bíblicos nos cartazes durante jogos de futebol.

A Suprema Corte do Texas rejeitou os argumentos do Distrito Escolar da cidade de Kountze sobre o caso e autorizou o uso de trechos da Bíblia pelas líderes de torcida.

"Num momento em que a liberdade religiosa está sob ataque em todo o país, esta decisão é um lembrete de boas-vindas de que a Constituição ainda protege as pessoas de fé — e uma repreensão às agências governamentais que tentam jogar com os nossos direitos", disse James Ho, do Conselho de Apelação.

O Distrito Escolar não se manifestou sobre a decisão judicial.

Durante anos, as líderes de torcida produziram cartazes para sua equipe usando suas horas vagas e seu próprio dinheiro. Os versículos bíblicos foram usados até 2012, quando a organização ateísta Freedom From Religion Foundation se opôs, e o Distrito anunciou a proibição.

As líderes de torcida iniciaram um processo judicil e o Distrito, de repente, se inverteu dizendo que iria permitir as mensagens bíblicas. No entanto, funcionários da escola continuavam afirmando que havia controle sobre os versículos.

A decisão do Supremo veio em resposta a uma reclamação no tribunal distrital. O Distrito Escolar recorreu a decisão, alegando que os cartazes faziam discurso político e, portanto, deveriam estar sujeitos aos critérios da escola.

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