Assassino da igreja de Charleston é condenado à morte, nos EUA

Durante sua argumentação de encerramento, Dylann Roof não esboçou qualquer sinal de arrependimento por ter assassinado nove pessoas na Igreja Emanuel, em Charleston.

fonte: Guiame, com informações do Yahoo News

Atualizado: Quarta-feira, 11 Janeiro de 2017 as 8:57

Dylann Roof, de 22 anos, disse que "precisava ter executado o massacre". (Foto: NBC news)
Dylann Roof, de 22 anos, disse que "precisava ter executado o massacre". (Foto: NBC news)

Um júri dos Estados Unidos condenou na última terça-feira (10), o supremacista branco Dylann Roof à morte por causa do assassinato de nove pessoas negras em uma reunião de estudo bíblico de uma igreja metodista em Charleston, Carolina do Sul (EUA), em 2015.

O mesmo júri considerou no mês passado que Roof, de 22 anos de idade, era culpado de 33 acusações federais, incluindo crimes de ódio que resultaram em morte e tiros na histórica Igreja Episcopal Metodista Africana de Emanuel.

Os jurados deliberaram a decisão em menos de três horas. Roof não mostrou nenhuma emoção enquanto o veredito foi lido, segundo o jornal 'Charleston Post' relatou.

"A justiça agora está servida em Charleston", disse Malcolm Graham, irmão mais novo da vítima Cynthia Hurd, em um post no Twitter após o veredito: "Não há lugar para o ódio, racismo ou discriminação em uma sociedade civilizada".

Roof, que representou a si mesmo na última audiência, não expressou qualquer sinal de arrependimento durante o seu argumento de encerramento no início do dia. Ele disse aos jurados que ainda achava que o massacre era algo que ele teve que fazer e não pediu que sua vida fosse poupada.

Um promotor norte-americano argumentou que Roof merecia morrer porque o tiroteio foi calculado e destinado a incitar a violência racial.


O crime
No dia 17 de junho de 2015, Dylann Roof sentou-se por 40 minutos com os cristãos reunidos para um estudo bíblico na Igreja Episcopal Metodista Africana de Emanuel e abriu fogo contra eles, enquanto todos fechavam seus olhos para orar, disse o assistente do advogado dos Estados Unidos, Jay Richardson.

O asssassino puxou o gatilho de sua arma 75 vezes e metodicamente matou Hurd, 54 anos de idade; Clementa Pinckney, 41, o pastor da igreja e um senador estadual; DePayne Middleton Doctor, 49; Sharonda Coleman Singleton, 45; Susie Jackson, 87; Ethel Lance, 70; Myra Thompson, 59; Daniel Simmons Sr., 74; e Tywanza Sanders, 26 anos.

"Se Roof tinha competência suficiente para servir como seu próprio advogado na última audiência será uma questão fundamental no processo de apelações", disse Robert Dunham, diretor executivo do Centro de Informações de Pena de Morte sem fins lucrativos, em entrevista por telefone.

Os advogados de defesa provavelmente usarão o julgamento para mostrar aos juízes de apelação que problemas psíquicos impediram Roof de se representar adequadamente, disse Dunham.

"A decisão de sentença de hoje significa que este caso não permanecerá encerrado por muito tempo", disseram os advogados de Roof, que o representaram na fase de acusações, em um comunicado.

"Lamentamos que, apesar dos nossos melhores esforços, os processos legais tenham lançado tão pouca luz sobre as razões para esta tragédia", disseram os advogados, que se opuseram à auto-representação da Roof.

 

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