Assessora fala sobre o mundo das celebridades de carnaval: “Elas precisam de compaixão”

Por muitos anos, a assessora esteve nos bastidores do carnaval ajudando subcelebridades a se destacarem. Após um encontro com Deus, ela passou a ter como missão resgatar essas mulheres.

fonte: Guiame, Luana Novaes

Atualizado: Quarta-feira, 1 Março de 2017 as 10:51

Desfile da escola Dragões da Real no Sambódromo do Anhembi, em 2015. (Foto: Nelson Almeida/AFP/Getty Images)
Desfile da escola Dragões da Real no Sambódromo do Anhembi, em 2015. (Foto: Nelson Almeida/AFP/Getty Images)

Em tempos de carnaval, a mídia exibe imagens marcadas pela sensualidade e mensagens que incentivam os valores invertidos da sociedade. Por muitos anos, Patrícia (nome fictício) esteve nos bastidores da festividade ajudando subcelebridades a se destacarem na imprensa e nas avenidas.

“Durante um tempo afastada da igreja e dos princípios bíblicos, me deixei levar pelas demandas da mídia de uma maneira avassaladora”, ela contou ao Guiame. “Posso dizer que fiquei cega por alguns anos. É como se tivessem escamas nos meus olhos que só caíram quando que me arrependi e voltei para os caminhos do Senhor”.

Patrícia fez parte dos bastidores da mídia e sabe como funciona esta engrenagem. “Eu criei personagens midiáticos justamente para atender a demanda de uma sociedade fetichista. Fui responsável por criar e lançar subcelebridades na mídia, e ajudá-las a estampar capas de revistas masculinas, como a Playboy”, ela revela.

Ela revela que muitas destas mulheres se preparam para o carnaval durante todo o ano. “Para isso, investem em dietas e treinos insanos, chegam a se drogar e passar mal a fim de atingir o ápice da forma física. Outras fazem pactos com entidades do mal para ‘brilharem mais que suas concorrentes na avenida’”.

Pouco tempo antes de começar o carnaval, em dezembro de 2015, Patrícia teve um novo encontro com Deus e decidiu atender seu chamado. “Parei de assessorar subcelebridades e mulheres semi-nuas, e passei investir no meu relacionamento com Deus. Hoje assessoro empresas, em especial evangélicas”, ela afirma.

Com o histórico de sua carreira, Patrícia tem como missão resgatar mulheres envolvidas com o carnaval e com os casos de prostituição.

“Muitas conhecem a palavra de Deus, mas estão desviadas dos caminhos do Senhor. Sinto um amor e uma compaixão enorme por essas meninas, pois sei o quanto muitas sofrem com o vazio existencial, com a ausência do verdadeiro Deus em suas vidas, mas, principalmente, com o julgamento da sociedade e a falta de amor ao próximo. Elas não precisam de julgamento de ‘religiosos’, mas de amor e empatia”, Patrícia avalia.

O engano do carnaval

A mídia utiliza recursos subliminares para levarem a sociedade a uma espécie de “aceitação”, afetando a vida pessoal, sexual e espiritual do público. “Esta situação fica muito mais evidente no período carnaval. Por isso, nenhum cristão deveria ligar sua TV para assistir a cobertura do carnaval ou consumir conteúdos digitais relacionados, pois o prejuízo para a vida espiritual é imenso. É preciso tomar muito cuidado, pois há uma guerra espiritual por trás do carnaval”, indica Patrícia.

“Este cuidado deve ser redobrado no caso de líderes cristãos, pois o espírito de Jezabel está solto e, como diz a Bíblia, o seu objetivo maior é derrubar os profetas de Deus”, ela acrescenta. “Ao invés de ser influenciado pela mídia secular, é preciso influenciar. Levar o Evangelho de Cristo para os que estão perdidos neste mundo e imersos no pecado. Que façamos a diferença em nossa geração e sejamos a luz do mundo!”

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