Ateus acusam escolas de 'assédio moral' por levarem alunos ao Museu da Criação

De acordo com os ateus, o Museu da Criação é uma homenagem cristã ao criacionismo, com a missão explícita de “levar a cultura de hoje de volta ao Evangelho”.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Quinta-feira, 5 Maio de 2016 as 12:28

Grupos ateístas não querem que ninguém conheça uma outra interpretação, além da evolução. (Foto: Tourism Media)
Grupos ateístas não querem que ninguém conheça uma outra interpretação, além da evolução. (Foto: Tourism Media)

Um grupo de ateus acusou as escolas públicas dos Estados Unidos de assédio moral, advertindo que excursão dos seus alunos ao Museu da Criação, idealizada pelo evangelista Ken Ham no estado de Kentucky.

A “Freedom From Religion Foundation” (“Fundação Livre de Religião”, em tradução livre) enviou cartas ao colégios Brookville High School, em Ohio; Independent School District Jackson, em Kentucky; e Big Beaver Falls School District, na Pensilvânia; salientando que as excursões violam a Constituição dos EUA.

"As escolas públicas não podem promover a religião. Levar os alunos para um local religioso é uma promoção descarada da religião", disse a representante legal do grupo, Madeline Ziegler, em sua carta ao consultor jurídico da escola de Brookville, Nicholas Subashi.

De acordo com os ateus, o Museu da Criação é uma homenagem cristã ao criacionismo, com a missão explícita de “levar a cultura de hoje de volta à autoridade do Evangelho e proclamar a mensagem do Evangelho."

O grupo ainda defende que se o distrito está interessado em realizar o planejamento de uma viagem de estudos, ela deve ser direcionada à museus seculares.

No entanto, Ham esclarece que a visita das escolas públicas ao museu não é ilegal. "Se as escolas públicas trouxessem seus estudantes aqui e seus professores dissessem: ‘Esta interpretação é a única verdade que você deve aceitar’, aí sim seria uma violação da Constituição", explicou.

Ham afirma que se os alunos visitam o museu de forma objetiva, e os professores mostram a eles a interpretação da origem da humanidade apresentada pela linha do criacionismo, a viagem é legítima.

"Os funcionários das escolas públicas não devem nem endossar e nem diminuir a vista ao museu, mas sim apresentar nossas crenças com objetividade", disse Ham.

De acordo com Ham, grupos como o Freedom From Religion Foundation tentam intimidar as escolas públicas porque não querem que ninguém conheça uma outra interpretação, além da evolução.

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