Autoridades francesas destroem igreja em campo de refugiados

Cerca de 4 mil pessoas da Síria, Sudão e outros países estão abrigadas no campo, na tentativa de chegar a Grã-Bretanha.

fonte: Guiame, com informações de Daily Mail

Atualizado: Quarta-feira, 3 Fevereiro de 2016 as 3:14

Cerca de 4 mil pessoas da Síria, Sudão e outros países estão abrigadas no campo. (Foto: Associated Press Photo)
Cerca de 4 mil pessoas da Síria, Sudão e outros países estão abrigadas no campo. (Foto: Associated Press Photo)

Autoridades francesas demoliram uma igreja improvisada e uma mesquita nesta segunda-feira (1) como parte de uma “operação de segurança” no acampamento de migrantes, localizado na selva de Calais.

O pastor da igreja entrou em confronto com a polícia, segurando escudos enquanto máquinas de escavação esmagavam a estrutura simples, deixando, debaixo dela, um campo enlameado e vazio.

O Rev. Teferi Shuremo relata que as autoridades garantiram que a igreja estaria "segura" da demolição. "Eles estão tentando destruir a paz", disse ele, se agarrando a uma enorme cruz de madeira e se comprometendo a construir uma outra igreja.

Além da igreja, uma mesquita também foi demolida. No entanto, um funcionário regional disse que o templo islâmico já havia sido abandonado e ninguém protestou sua destruição. Ele disse que os migrantes eram livres para construir novos locais de culto.

Cerca de 4 mil pessoas da Síria, Sudão e outros países estão abrigadas no campo, na tentativa de chegar a Grã-Bretanha. O governo francês foi intensamente criticado por não fornecer cuidados básicos aos migrantes, que construíram seus próprios abrigos, escolas, lojas e locais de culto.

Segundo relatórios do governo, as autoridades perderam o controle de cerca de 10 mil crianças, que andam desacompanhadas.

De acordo com o Chefe de Gabinete do Serviço Europeu de Polícia, "eles estão perdidos no sistema", disse sobre os menores.

"Eu acho que a nossa preocupação é que nós sabemos que existem pessoas lá fora que irão explorar menores. Sabemos que existem pessoas que irão levá-los e usá-los para seus próprios fins", lamenta.

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