Carta de Darwin afirmando que 'não acredita na Bíblia' é vendida à preço recorde

O valor do arremate foi quase três vezes mais que o preço sugerido, e três vezes mais que o recorde anterior de 59 mil dólares em uma carta que Darwin enviou à sua sobrinha.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Quinta-feira, 24 Setembro de 2015 as 12:45

 


A carta foi escrita em resposta a pergunta de um advogado cristão, em 1880. (Foto: Forbes)


Uma carta em que Charles Darwin, autor da teoria da Evolução, confirma sua descrença em Deus foi arrematada por £ 126.000 (equivalente a cerca de R$ 802.000) durante um leilão que aconteceu nesta segunda-feira (21), em Nova York.

O valor do arremate foi quase três vezes mais que o preço sugerido, e três vezes mais que o recorde anterior de 59 mil dólares em uma carta que Darwin enviou à sua sobrinha.

Darwin foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica sobre o evolucionismo. Segundo ele, os organismos mais adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes.

A carta, datada em 24 de novembro de 1880, foi escrita em resposta a pergunta de um advogado cristão, Frederick McDermott. Um trecho de sua carta a Darwin dizia: “Se eu terei prazer em ler seus livros, eu preciso sentir que, no final, eu não terei perdido minha fé no Novo Testamento. Meu objetivo em escrever para você é que você me dê um ‘sim’ ou um ‘não’ em resposta à pergunta: você acredita no Novo Testamento?”

Darwin respondeu: “Caro senhor, sinto informar que eu não acredito na Bíblia como uma revelação divina e não acredito em Jesus Cristo como filho de Deus. Atenciosamente, Ch. Darwin.” A resposta foi enviada no dia seguinte.

Sua publicação "A Origem das Espécies" sempre pareceu desafiar o relato bíblico da criação descrito no livro de Gênesis. Darwin, por muitas vezes, foi visto como um herói para os ateus, mas foi um cristão ortodoxo em grande parte de sua vida antes de mudar sua posição.

Em uma palestra no 150º aniversário da publicação de Darwin, Nick Spencer disse que o naturalista "nunca, mesmo em suas mais selvagens flutuações, foi inteiramente ateu". Ele ainda afirma que Darwin "era um homem que foi sequestrado pela causa do ateísmo moderno de uma maneira que se tornou profundamente desconfortável".

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