Casagrande diz que sempre admirou Lúcifer, mas Jesus o livrou da opressão demoníaca

O trecho de uma entrevista com Casagrande tem tido grande repercussão nas redes sociais. No entanto, o vídeo foi manipulado por um blog humorístico. Entenda o caso.

fonte: Guiame

Atualizado: Sábado, 9 Julho de 2016 as 11:54

Casagrande diz que sempre admirou Lúcifer, mas Jesus o livrou da opressão demoníaca. (Foto: Reprodução)
Casagrande diz que sempre admirou Lúcifer, mas Jesus o livrou da opressão demoníaca. (Foto: Reprodução)

Uma entrevista com o comentarista de futebol Walter Casagrande Jr. no programa “Morning Show”, da Rádio Jovem Pan, tem sido muito repercutida nas redes sociais desde sua exibição, na última quinta-feira (7).

Um vídeo, publicado pelo blog humorístico Enfu, mostra um trecho da entrevista com uma edição, apresentando a seguinte fala de Casagrande: “Sempre fui muito admirador de Lúcifer. Contestava muito a história de Cristo. Pesquisei, li livros, pesquisei sobre demônios, me atraía por aquilo. Tenho vários livros de livros de Aleister Crowley, eu li a Bíblia Satânica. Eu era muito louco nessa situação. Sempre fui ligado à caveira. É uma marca, eu adoro caveira. Meu time de várzea se chamava ‘Veneno Show’ e o distintivo era uma caveira. E Deus não é tão bom assim”.

No entanto, no contexto da entrevista completa (não exibida no vídeo que se popularizou), Casagrande conta sobre uma experiência ruim que teve com demônios e como sua fé por Jesus Cristo teve início, naquele momento. “Eu acredito em Cristo porque Ele me ajudou. Eu tive uma situação com demônios que eu me senti cercado. E numa loucura muito forte, não sei se era alucinação ou não, eu comecei a fazer uma oração, o ‘pai nosso’, e no meu ouvido veio assim: ‘Não adianta você fazer essa oração, porque você não acredita’”, disse ele.

“Nessa, eu comecei a orar de novo, mas comecei a orar pedindo mesmo, porque eu estava me sentindo cercado naquele momento. Eu pedi a presença de Cristo na minha casa, porque era a única coisa que eu sentia que ia me salvar. De repente, eu senti a energia demoníaca pesada se afastando. Na sequência dos outros dias eu fiz a mesma coisa, chamando também São Miguel Arcanjo, que é um anjo que protege do ataque demoníaco”, acrescentou o comentarista.

Ao dizer que “Deus não é tão bom assim”, Casagrande complementou: “Nem sempre Ele é bom. Tem horas que Ele tem que tomar atitudes que aparentemente, para nós, seja ruim, mas na realidade é o certo.”

Embora o ex-jogador de futebol tenha compartilhado suas experiências espirituais, ele ressalta que não segue a uma religião, nem deixou de admirar Lúcifer. “A minha admiração pela história de Lúcifer é a mesma, eu acho ele um personagem fantástico. Mas a minha admiração por Cristo e a minha fé Nele aumentou muito mais. Eu não preciso de um templo nem de uma religião para ter uma adoração por alguém, a Cristo principalmente. Eu tenho Ele dentro do meu coração, ele me salvou. Eu não sou evangélico, não sou nada, não vou sair pregando na rua.”

Contexto

As afirmações de Casagrande sobre religiosidade se deram depois que o programa voltou ao ar com a música “Sympathy For The Devil” (“Simpatia Pelo Diabo”), da banda Rolling Stones. “É a música que eu mais gosto dos Stones”, disse o comentarista.

Aproveitando o gancho da música, o jornalista Claudio Tognolli quis fazer um paralelo entre Casagrande e Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. “Ambos são roqueiros, ambos foram viciados em heroína, ambos usam anel de caveira. Você usa na mão esquerda, no dedo médio e ele usa no anular. O que isso representa? Uma simpatia pelo Diabo?”

“Exatamente”, disse Casagrande, dando início a sua polêmica resposta.

Assista ao trecho editado da entrevista:

Assista a entrevista completa, a partir do minuto 53:

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