Confeiteiros processados por se recusarem a fazer bolo para casamento gay são ameaçados de morte

O casal de lésbicas que teve o seu pedido de bolo recusado pelo casal também afirmou ter recebido diversas ameaças de morte. Os empresários cristãos criticaram as mensagens de ódio, enviadas a ambas as partes do processo judicial.

fonte: Guiame, com informações do Church Boys

Atualizado: Quarta-feira, 15 Julho de 2015 as 2:46

Aaron e Melissa Klein eram donos da confeitaria SweetCakes e criticaram a intolerância que tem atingido ambas as partes do processo judicial que enfrentam.
Aaron e Melissa Klein eram donos da confeitaria SweetCakes e criticaram a intolerância que tem atingido ambas as partes do processo judicial que enfrentam.

Apesar do apoio financeiro e moral de alguns aliados improváveis, os confeiteiros cristãos Aaron e Melissa Klein - que foram multados em 135.000 dólares depois de se recusaram a fazer um bolo de casamento para um casamento gay - também receberam mensagens desagradáveis ​​e até ameaçadoras por email.

Um destes emails foi enviado ao casal no último domingo (11) e trazia consigo uma 'ameaça enigmática' aos donos da padaria 'Sweetcakes'.

"O Senhor tem falado comigo e disse que você deve morrer por seus pecados e sua loja será explodida", dizia parte do texto. "Eu irei ao seu encontro, eu sei onde você mora ... não adormeça".

Aaron Klein disse ao site norte-americano 'The Church Boys' na última terça-feira (14) que esta não foi a primeira vez que ele e sua esposa receberam mensagens ameaçadoras, embora também tenha assumido que é muitas vezes difícil avaliar a viabilidade ou a legitimidade dessas mensagens.

"Esta não é a primeira [mensagem] que recebemos deste tipo... e eu provavelmente arriscaria dizer que não será a última", disse ele. "Fomos chamados de fanáticos e todos os tipos de coisas".

É importante notar que, apesar da ameaça contida no e-mail sobre explodir a padaria, o estabelecimento já está fechado desde o ano passado, após toda a controvérsia sobre a recusa do casal a fazer o bolo para um casal de lésbicas.

Klein disse que às vezes ele encaminha esses e-mails sobre as autoridades e, enquanto ele sabe que estas mensagens podem realmente não ser motivo de preocupação, ele quer ter um registro, para o caso de que uma alguém realmente venha a tentar alguma coisa contra ele ou sua família.

Aaron também relatou que quando ele procurou a polícia já no ano de 2013, depois de receber mensagens ameaçadoras, como resultado da recusa à produção do bolo, um policial teria lhe aconselhado a comprar uma arma.

"É perturbador receber qualquer um desses e-mails, mesmo que eles tenham sua legimitidade comprovada ou não", disse o empresário.

O casal de lésbicas que teve o seu pedido de bolo recusado pelo casal também afirmou ter recebido diversas ameaças de morte.

Klein também relatou ao 'The Church Boys' que ele não entende a razão pela qual as pessoas, independentemente de seu posicionamento sobre o assunto, voltam-se a ele para fazer ameaças e envio de mensagens de ódio para qualquer uma das partes em casos como este.

"Pelo meu padrão de vida, pela minha fé... eu diria que eu posso tranquilamente discordar de alguém, mas isso nunca me dá o direito de ameaçar ninguém", disse ele. "Eu nunca, jamais pensaria usar de violência contra alguém pelo simples fato de não acreditarem no que eu acredito".

Como o 'The Blaze' já havia relatado anteriormente, o caminhão de Aaron e Melissa teria sido vandalizado por duas vezes em 2013, enquanto estava estacionado na garagem da família. O casal citou o episódio como algo assustador - considerando que sua casa está situada em uma região pacata da cidade.

"Isto aconteceu em nossa casa e nós vivemos em uma área rural. Nosso endereço é até meio difícil de encontrar", disse Klein. "Para que alguém tenha entrado e saído do veículo - não uma, mas duas vezes na minha garagem - penso que isto foi intencional".

Apesar das mensagens negativas que estão a caminho, Klein disse que ele acredita que os 'emails de ódio' e ameaças estão "fora do processo de pensamento dos norte-americanos em geral" e que a maioria das pessoas não iria tolerar tal comportamento.

Surpreendentemente, apesar do processo judicial, o casal também tem recebido o apoio, não apenas de cristãos, mas também de ateus e até mesmo de homossexuais, entre tantos outros grupos.

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