Criação da Frente LGBT na Assembleia Legislativa é barrada por bancada evangélica

"Temos que debater políticas públicas para todos e não dar privilégios a um segmento específico", disse o deputado André Ferreira.

fonte: Guiame, com informações de Diário de Pernambuco

Atualizado: Quarta-feira, 18 Março de 2015 as 12:11

Durante a sessão, militantes deram as costas aos deputados evangélicos para votação da frente LGBT.
Durante a sessão, militantes deram as costas aos deputados evangélicos para votação da frente LGBT.

 

Foi reprovada a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania LGBT (Frente LGBT) pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na sessão plenária desta terça-feira (17). Com autoria do deputado estadual Edilson Silva (PSOL), o requerimento precisava de 25 votos, mas só conseguiu atingir 23, dentre todos os 49 parlamentares.

O resultado foi comemorado pela bancada evangélica da Alepe, formada por apenas sete deputados – mas que conseguiu três votos de outros deputados antes da votação nominal. O deputado André Ferreira (PMDB), um dos integrantes da bancada evangélica, afirmou que a criação da frente era um instrumento desnecessário, já que dentro da Casa de Joaquim Nabuco existe uma Comissão de Direitos Humanos para discutir as demandas das minorias. "Temos que debater políticas públicas para todos e não dar privilégios a um segmento específico".

Em resposta, o deputado Edilson Silva disse que o resultado foi uma derrota para a Assembleia, pois a imagem que fica para a sociedade é de um Legislativo que não terá um espaço para discutir demandas de um segmento oprimido, que necessita de políticas públicas específicas. Edílson ainda afirmou que pretende estudar o regimento interno da Casa para tornar a trazer a proposta de um espaço para debate de temas ligados ao segmento LGBT, mesmo que em outro formato.

 

 

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