Crianças palestinas aprendem a matar judeus em acampamentos militares

Cerca de 30 mil crianças de Gaza teriam participado do acampamento dos "Pioneiros da Libertação", realizado anualmente com apoio do grupo terrorista Hamas.

fonte: Guiame, com informações do Christian Examiner

Atualizado: Quarta-feira, 17 Agosto de 2016 as 3:20

Garotos palestinos aprendem a usar armas de fogo durante os acampamentos, apoiados pelo Hamas. (Foto: Telegraph)
Garotos palestinos aprendem a usar armas de fogo durante os acampamentos, apoiados pelo Hamas. (Foto: Telegraph)

Enquanto muitas crianças ocidentais passam suas férias de verão jogando videogame, futebol, indo ao cinema ou até mesmo frequentando a tão conhecida Escola Bíblica de Férias, as crianças palestinas de Gaza participam de acampamentos onde recebem treinamentos militares e são doutrinados para matar judeus.

Segundo o Instituto de Pesquisas e Mídia do Oriente Médio (MEMRI), 30 mil crianças de Gaza participaram do acampamento dos "Pioneiros da Libertação", realizado anualmente com apoio da ala militar do Hamas, as Brigadas 'Izz Al-Din Al Qassam.

Os líderes do Hamas disseram que o objetivo dos campos "é acender ainda mais a chama da jihad entre a geração da libertação, para doutrinar os valores islâmicos e preparar o exército da vitória para libertar a Palestina".

Este ano, os organizadores do acampamento trabalharam sobre o tema da "Al Quds Intifada" ("A Revolta de Jerusalém"). Este foi o nome nome dado à série de recentes ataques contra israelenses e estrangeiros, que têm levado muitas pessoas à morte.

O MEMRI coletou vários depoimentos e postagens relacionadas ao Hamas nas mídias sociais para desenvolver um relatório convincente sobre o que se passa durante os acampamentos de verão, onde os garotos palestinos são treinados como jovens combatentes da Al Qassam. Um deles foi chamado de "Knife Camp" ("Acampamento de Facas"), para ensinar sobre os ataques contra civis israelenses nos últimos meses e outro recebeu o nome de "Soldados da Al-Quds". 'Al-Quds' é o nome árabe dado à cidade de Jerusalém.

Outro acampamento foi nomeado como 'Baha Aliyan', em homenagem a um terrorista que matou três israelenses e feriu nove em um ataque a um ônibus em Jerusalém, em outubro de 2015.

Cada acampamento tem um tema ou um slogan revolucionário, conforme o MEMRI relatou.

Os treinamentos também envolvem situações perigosas, que envolvem fogo e armas. (Foto: Telegraph) 

O jornal do Hamas, Al-Risalah, informou que alguns dos slogans falam em resgatar a mesquita de Al-Aqsa, localizada no topo do disputado Monte do Templo "com derramamento de sangue", enquanto outro fala em defender os "lugares sagrados". Um terceiro slogan do acampamento era "libertar os prisioneiros das cadeias".

Os acampamentos atraem as crianças, rapazes e moças, com idades a partir de oito anos. No entanto, os adolescentes com mais de 14 anos são o alvo principal para o recrutamento. Um acampante de 19 anos de idade disse ao jornal do acampamento criado, que tem o desejo de "se juntar às tropas da resistência no futuro" e "participar da libertação da Palestina da ocupação [israelense]".

As contas de mídias sociais do Hamas estão cheias de imagens de crianças que recebem instruções sobre como matar 'seus inimigos' por trás, usando facas, sobre como montar armas e reconhecer foguetes pelo nome, além de cavar túneis.

Ibrahim Al-Madhoun, um colunista do site pró-Palestina 'Al-Risalah', escreveu que a resposta às ofertas acampamento foi "gigantesca".

Al-Madhoun elogiou os acampamentos e disse que eles estão ensinando às crianças os "valores nacionais", e estão mobilizando a população em geral para abandonar uma "postura passiva" e adotar uma postura "proativa".

"A resistência está se espalhando desde as elites até o público em geral, em uma tentativa de criar uma geração inteira de resistência [combatentes] que pode se defender", escreveu ele. "Os acampamentos [campos de treinamento] expandem o círculo de participação popular na resistência".

"Nosso povo palestino é formado por lutadores jihadistas por natureza, que se levantam e aspiram participar dos combates armados. Desde a vitória da qualidade das Brigadas de Al-Qassam na Terceira Guerra de Gaza [em julho de 2014], o público, dentro e fora [da Palestina], tem implorado à sua liderança para [poder] tomar parte ativa nas tropas da resistência. Estes acampamentos lançarão as bases para a construção de um amplo exército popular, abrangendo vários setores [da sociedade]", escreveu Al-Madhoun.

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