Destaque nas Olimpíadas, Caio Bonfim testemunha cura: “Plano de Deus na minha vida”

Na infância, Caio se deparou com uma das maiores barreiras para a vida no esporte: suas pernas entortaram. Hoje, o atleta evangélico se tornou o 4º melhor do mundo na Marcha Atlética, durante as Olimpíadas.

fonte: Guiame

Atualizado: Quarta-feira, 24 Agosto de 2016 as 10:15

Caio Bonfim, que é evangélico, compartilhou o testemunho de seu milagre nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Facebook)
Caio Bonfim, que é evangélico, compartilhou o testemunho de seu milagre nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Facebook)

O atleta brasileiro Caio Bonfim marcou os Jogos Olímpicos não apenas pela quarta posição conquistada nos 20 km da marcha atlética, mas pela lição que aprendeu por trás de sua vitória.

“Olimpíada não é feita só de três lugares, nós os valorizamos porque o capitalismo os valoriza. O quarto lugar é esplêndido”, destacou ele em entrevista ao Sport TV no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro.

No último sábado (20), Bonfim, que é evangélico, aproveitou seu destaque nas redes sociais para compartilhar com seus novos seguidores o que ele chama de “grande milagre”.

Com poucos meses de vida, ele conta que foi diagnosticado com meningite, uma infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. No quarto onde ficou internado, havia mais duas crianças com o mesmo problema. Uma delas faleceu, a outra ficou surda e Caio se recuperou sem sequelas.

Ainda assim, a saúde do futuro atleta tomou outro rumo. “Logo que comecei a andar, misteriosamente, minhas pernas começaram a entortar. Preocupada com a situação, minha mãe me levou ao médico. Ele disse que o caso só se resolveria com cirurgia e que eu teria que repetir essa cirurgia constantemente, pois minhas pernas iriam entornar novamente — mal sabia ele do plano de Deus na minha vida.”

Depois de realizar a cirurgia permanecer por um “tempão” com gesso nas pernas, nada parou Caio. “Retirei o gesso e pude ter uma vida normal, não precisei fazer outras cirurgias, pois contrariando o prognóstico, as pernas não entortaram. Cresci, virei jogador de futebol e, aos 16 anos, fiz meu primeiro teste na marcha atlética. Já de cara me apaixonei”, ele conta.

Aos 18 anos, por já ter atingido a maturidade óssea, os médicos pediram para que Caio retornasse ao consultório para uma nova avaliação. “Chegando ao consultório, contamos ao médico que eu havia me tornado um atleta. Ele ironicamente riu e falou: ‘Mas eu não te fiz para ser um atleta, fiz para ser no máximo jogador de dominó’ — mais uma vez, mal sabia ele dos planos de Deus na minha vida.”

Depois de refazer todos os exames, o mesmo médico ficou espantado com os resultados. “E surpreso disse: ‘É, o milagre foi realmente grande, o seu corpo é totalmente adaptado para o seu esporte’”, relata o atleta.

“Com a graça de Deus, aquele garotinho que tinha as pernas tortas, hoje está completando a sua segunda olimpíada como o 4º melhor do mundo”, comemora Caio. “Não desista dos seus sonhos, persevere!”, incentiva.

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