'Dia do Evangélico' é aprovado como feriado em Cuiabá

“Isso é o mínimo que o Legislativo de Cuiabá poderia ter feito. A comunidade evangélica realiza um trabalho diferenciado a custo zero para o poder público, um trabalho espiritual, social", defendeu o autor da PL.

fonte: Guiame, com informações de G1

Atualizado: Sexta-feira, 22 Maio de 2015 as 10:02

A Câmara tem 15 dias para promulgar a lei. Depois do prazo, ela passará a vigorar.
A Câmara tem 15 dias para promulgar a lei. Depois do prazo, ela passará a vigorar.

 

A partir deste ano, Cuiabá (MT) deverá contar com um novo feriado municipal, o Dia do Evangélico, comemorado em 31 de agosto. O novo feriado é fruto de um projeto de lei aprovado na Câmara, que chegou a ser vetado pelo prefeito Mauro Mendes (PSB). No entanto, na última quarta-feira (20) na Câmara, 19 dos 25 vereadores votaram pela derrubada do veto de Mendes e aprovaram o Dia do Evangélico não somente como uma data comemorativa oficial no calendário da cidade, mas como um feriado.

A Câmara tem 15 dias para promulgar a lei. Depois do prazo, ela passará a vigorar.

Líder de bairro e membro da igreja Assembleia de Deus, o autor do projeto, Marcrean dos Santos (PRTB), é evangélico desde a adolescência e argumenta que a proposição do feriado é um ato de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela comunidade evangélica na capital.

“Isso é o mínimo que o Legislativo de Cuiabá poderia ter feito. A comunidade evangélica realiza um trabalho diferenciado a custo zero para o poder público, um trabalho espiritual, social", defendeu o vereador. Ele também mencionou outros municípios mato-grossenses que já adotaram legislação municipal semelhante para homenagear os evangélicos no mesmo dia 31 de agosto, como Juína, Ribeirão Cascalheira, Vila Bela da Santíssima Trindade e Colniza.

Marcrean também cita o Distrito Federal, onde a Câmara Legislativa instituiu a data de 30 de novembro como Dia do Evangélico, e o estado de Rondônia, onde o feriado é estadual e praticado no dia 18 de junho. “O país já está aderindo a esse reconhecimento”, argumentou o vereador.

Em Rondônia, entretanto, o feriado foi criticado até mesmo por entidades ligadas à igreja evangélica, como o Conselho de Pastores, porque a data escolhida, na prática, não contém lembrança de qualquer fato ou símbolo importante para os fiéis.

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