Dilma Rousseff pede ajuda de líderes cristãos no combate ao Zika vírus

Entre os representantes denominacionais que participaram da reunião, estiveram o bispo dom Flávio Irala, presidente do Conic e o presidente da Aliança Batista do Brasil, Joel Zeferino.

fonte: Guiame, com informações da Agência Brasil

Atualizado: Sexta-feira, 12 Fevereiro de 2016 as 10:09

A presidente Dilma Rousseff se reuniu na última quarta-feira (10), com lideranças cristãs para pedir-lhes que conscientizem e mobilizem os fiéis no combate ao Aedes Aegypti - mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e do Zíka vírus.

Atualmente, o Zika vírus tem sido apontado como a principal causa de microcefalia em bebês que ainda estão em fase de gestação. Em todo o país, cerca de 4 mil casos já foram registrados.

Líderes de diferentes denominações estiveram no Palácio do Planalto para esta reunião com a presidente da República. Dilma afirmou contar com a credibilidade e a influência das lideranças religiosas para ajudarem no combate ao Zika Vírus, reforçando entre os fiéis, as medidas já bem conhecidas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, como evitar o acúmulo de água parada. Segundo o governo, dois terços dos focos do mosquito estão localizados em residências.

Anteriormente, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) trabalharam no lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016. O objetivo desta iniciativa é lembrar que todos têm direito a saneamento básico e abordar políticas públicas que garantam a integridade e o futuro do meio ambiente.

Segundo o bispo dom Flávio Irala, presidente do Conic, cuidar do espaço comum também é uma responsabilidade dos moradores de cada bairro e esta campanha tem como objetivo, lançar um “grande chamado” para que os cristãos sejam mais ativos nos conselhos municipais e cobrem melhorias no saneamento.

Segundo o presidente da Aliança Batista do Brasil, Joel Zeferino, o assustador aumento de casos de microcefalia e as infecções pelo Zika vírus caracterizam um grande problema para Brasil, que é agravado por um problema antigo do país, que ainda não foi resolvido: a falta de saneamento básico.

“Antes da epidemia do Zika, nós temos milhares de outros problemas relacionados ao saneamento básico. As crianças ainda morrem de diarreia. Embora o Brasil tenha uma grande cobertura de água potável, ainda há locais onde as pessoas não têm acesso à água potável, e isso também mata as pessoas. É preciso que a sociedade cobre dos Poderes Públicos, sobretudo os municipais, sobre o investimento de recursos para solucionar o problema”, disse.


Aborto
O aumento dos casos de microcefalia, diagnosticados nos bebês ainda em fase de gestação, tem gerado uma nova face desse debate, quando o aborto é apontado por militantes como uma "solução para este problema". A proposta tem gerado protestos e revolta entre ativistas pró-vida e religiosos que se opõem ao procedimento abortivo.

Apesar desse ponto também estar em discussão atualmente, as lideranças que participaram da reunião com Dilma Rousseff afirmaram que essa questão não foi discutida na ocasião.

 

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