Dilma Rousseff pede que evangélicos "orem contra o golpe"

A presidente afastada, Dilma Rousseff (PT) irá se apresentar ao Senado no dia 29, para apresentar seu depoimento e tentar se livrar do processo de impeachment.

fonte: Guiame

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2016 as 2

Dilma Rousseff é acusada de crimes de irresponsabilidade e está sendo julgada no Senado. (Foto: UOL)
Dilma Rousseff é acusada de crimes de irresponsabilidade e está sendo julgada no Senado. (Foto: UOL)

Na última quinta-feira (25), a 'Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito' divulgou em sua página do Facebook, uma carta enviada pela presidente da República afastada, Dilma Rousseff (PT), nomeando especificamente os membros do grupo como destinatários do documento.

Na carta  que tem como título "Mensagem da presidenta da República, Dilma Rousseff, ao tempo de oração a favor da democracia e contra o golpe"  a petista diz que naquele dia (quinta-feira, 25 de agosto) teve início "uma importante etapa do julgamento do processo de impeachment no Senado" e agradeceu pelas orações do grupo e de todos os cristãos do país.

"Sei que vocês não oram apenas por mim, mas pelo reestabelecimento da ordem democrática, um valor que está acima de todos nós. Mas a vitória sobre o golpe implica mais que que isso", disse.

Afirmando que irá ao Senado para se defender "humilde e respeitosamente", Dilma afirmou que irá pedir aos membros da Casa que reflitam para não cometer uma "injustiça".

"Impeachment sem crime é ruptura institucional. É o mesmo que rasgar a Constituição-cidadã, que foi escrita com muito sacrifício em 1988. Impeachment sem crime comprovado é golpe", disse.

A audiência da qual Dilma Rousseff irá participar, expondo seu depoimento, está agendada para a próxima segunda-feira (29). A petista afirmou que irá levar consigo "as orações e os votos" dos leitores dessa carta ao Senado.

A página da 'Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito' no Facebook tem pouco mais de 1.847 seguidores e desde ontem, a postagem com as páginas da carta estão com 81 curtidas e 63 compartilhamentos.

Uma cópia digitalizada da carta foi publicada pela 'Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito' em sua página do Facebook. (Foto: Reprodução/Facebook)

Histórico

Durante as duas últimas eleições, Dilma Rousseff chegou a conseguir como aliados de sua campanha alguns líderes evangélicos, porém a popularidade da petista entre os protestantes  que já era instável  acabou perdendo ainda mais força, quando ela começou a se mostrar a favor de causas polêmicas, como o aborto e a legalização do casamento gay.

Além disso, a volta da proposta de ideologia de gênero nos Planos Municipais de Educação e um de seus últimos decretos, no qual ordenou o reconhecimento no "nome social" para indivíduos transgêneros, marcaram seu governo de forma negativa entre os evangélicos.

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