Eduardo Cunha anuncia rompimento com o governo Dilma: "O presidente da Câmara agora é oposição"

"Eu, formalmente, estou rompido com o governo. Politicamente estou rompido", enfatizou o parlamentar, durante uma coletiva de imprensa no salão verde da Câmara.

fonte: Guiame, com informações do G1

Atualizado: Sexta-feira, 17 Julho de 2015 as 11:49

Nesta sexta-feira (17), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou o seu rompimento político com o governo Dilma Rousseff e confirmou que agora fará o papel de oposição ao PT.

"Eu, formalmente, estou rompido com o governo. Politicamente estou rompido", enfatizou o parlamentar, durante uma coletiva de imprensa no salão verde da Câmara.

Cunha acusou o Palácio do Planalto de articular estratégias com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para incrimina-lo na chamada 'Operação Lava Jato'. O ex-consultor da Toyo Setal, Júlio Camargo afirmou em seu depoimento, na última quinta-feira (16), que 'Cunha teria pedido propina de US$ 5 milhões'.


Esclarecimentos

Apesar do rompimento formal com o governo Dilma, o deputado afirmou que continuará com suas funções, pautando projetos, mas ressaltou que agora é oficialmente declarado um opositor à gestão do PT.

"O fato de eu estar rompido com o governo não vai afetar a relação institucional. [...] Saiba que o presidente da Câmara agora é oposição ao governo", destacou.


Impeachment
Já tendo afirmado meses atrás que a possibilidade de um impeachment da presidente Dilma não estava legalmente prevista, Cunha destacou que o seu novo posicionamento contra o governo petista não mudará o seu discurso quanto a este assunto.

“Eu não vou fazer ato ilegal pelo meu posicionamento político”, declarou. "O presidente sempre defendeu que deve ser tratado, na forma constitucional e legal, e não como recurso eleitoral. Eu não vou mudar uma vírgula. Não tenho irresponsabilidade com as contas públicas. Não acho que tem que tacar fogo no país”.


Inquérito contra Lula e Dilma

O presidente da Câmara também questionou durante a coletiva desta sexta-feira, o fato de Dilma Roussef e o ex-presidente Lula não terem inquéritos abertos contra eles. Segundo ele, ambos foram citados em depoimentos, como o do doleiro Alberto Youssef.

“Youssef falou da presidente Dilma, falou do presidente lula, e ninguém abriu inquérito contra eles. Estão pegando as coisas do Youssef e estão selecionando [quem investigar]”, disse.

Cunha acredita que o PT esteja sendo 'protegido' pelo Ministério Público, que além de ainda não ter aberto inquéritos contra Dilma e Lula, também não agiu com mandados de busca e apreensão nas residências de senadores petistas.

“Se for dar valor às declarações do Youssef tinha que ter aberto inquérito contra a presidente da República. Se o procedimento de investigar é igual para todos, deveria ter aberto para todos”, protestou.

 

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