Escola proíbe banda de tocar hino cristão durante intervalos de jogos esportivos, nos EUA

Após uma denúncia de alguém que não se identificou, a banda da escola de ensino médio Holtville, no Alabama, não poderá mais tocar o hino 'Amazing Grace' ('Preciosa Graça') durante intervalos de jogos esportivos.

fonte: Guiame, com informações de Alabama.com

Atualizado: Domingo, 24 Julho de 2016 as 3:20

Banda da escola de ensino médio Holtville, no Alabama. (Imagem: Youtube)
Banda da escola de ensino médio Holtville, no Alabama. (Imagem: Youtube)

Depois de ser alvo de uma denúncia, a banda da escola de ensino médio Holtville, no Alabama, Estados Unidos, não poderá mais executar o hino cristão "Amazing Grace" ("Preciosa Graça") durante os intervalos dos jogos da próxima temporada de futebol americano da região, como já fez anteriormente.

Em um comunicado ao site de notícias 'Elmore & Autauga', o Conselho de Educação do Condado de Elmore disse que a assessoria jurídica recomendou que a música com tema religioso deve ser retirado do repertório da banda após a queixa.

"Nossa Constituição nos proíbe de promover a religião em nossos programas e atividades educacionais", dizia parte da declaração. "Embora compreendamos os sentimentos dos pais que estão descontentes com a decisão, nós temos a obrigação de cumprir a lei".

O superintendente Dr. Andre Harrison também emitiu esta declaração ao site: "Quando a questão foi levantada sobre a banda tocar o hino 'Amazing Grace' - uma canção que todos nós crescemos cantando - minha primeira reação foi: 'esta é uma mensagem que deve ser comemorada', mas após consulta com a assessoria jurídica, lembrei-me de que, como uma escola pública, nós simplesmente não podemos endossar uma mensagem religiosa em nossas atividades. Eu entendo completamente a frustração de alguns dos pais de alunos, mas temos a obrigação de seguir a lei, mesmo quando nós não queremos".

Os funcionários da escola não disseram quem emitiu a queixa, mas ao que tudo indica, a denúncia foi feita por telefone.

A presidente da fundação 'Alabama pela Moral', Kayla Moore falou contra a decisão do conselho escolar em um comunicado para o site 'Newswire Christian': "Proibir música religiosa com censura não é neutralidade religiosa, mas sim hostilidade religiosa. Nem a nossa Constituição, nem a nossa história cultural exigem isto".

Até o momento, os funcionários da escola pública ainda não se pronunciaram com relação à decisão.

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