Estado Islâmico chama Jesus de 'escravo de Alá' e diz que os evangelhos são 'mentirosos'

Na edição recente de sua revista 'Dabiq', o Estado Islâmico nega que Jesus tenha sido crucificado e também aponta o Apóstolo Paulo como um "judeu traiçoeiro".

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quarta-feira, 3 Agosto de 2016 as 9:10

Estado Islâmico participa de 'desfile' militar no Iraque. (Foto: Reuters)
Estado Islâmico participa de 'desfile' militar no Iraque. (Foto: Reuters)

O Estado Islâmico lançou a última edição de sua revista 'Dabiq' (em língua inglesa), na qual os extremistas afirmam que Jesus Cristo era um "escravo de Alá" e que grande parte do Novo Testamento foi fabricado, exortando os cristãos a "quebrarem as suas cruzes" e se converterem ao islamismo.

A edição intitulada "Quebre a cruz" argumenta que Jesus nunca foi crucificado e que o apóstolo Paulo era um "criminoso" e um "judeu traiçoeiro", que decidiu abandonar o massacre contra os cristãos, com o objetivo de perverter a sua religião de origem (judaísmo).

Os editores Revista pedem que as pessoas no Ocidente os sigam e aprendam "por que os muçulmanos as odeiam e lutam contra elas; por que os 'cristãos pagãos' devem quebrar as suas cruzes; os secularistas liberalistas devem retornar ao fitrah (disposição humana natural) e os ateus céticos deve reconhecer o seu Criador e se submeterem a Ele".

"Essencialmente, nós explicamos por que eles devem abandonar a sua infidelidade e aceitar o islamismo, a religião da sinceridade e da submissão ao Senhor dos céus e da terra", escrevem os editores, de acordo com o site 'Breitbart News'.

O jornal britânico "The Express" observou que os radicais também têm procurado justificar a sua onda de ataques terroristas na Europa e nos Estados Unidos, argumentando que as suas ações são uma punição pelos insultos contra o islã.

"Boa parte dos ocidentais, até agora, teriam dito que ações dos mujahidin - que afirmaram reiteradamente seus objetivos, intenções e motivações - não fazem sentido", diz uma gravação dos editores da 'Dabiq'.

"A única coisa sem sentido seria se não houvesse violência, retaliação feroz, em primeiro lugar!".

O escritor e palestrante cristão "Nabeel Qureshi" tem buscado alertar sobre o perigo da teologia islâmica. (Foto: Facebook)


"Islamismo de paz"?
O Mufti (líder islâmico) de Cingapura, Mohamed Fatris Bakaram, disse em março após o mortífero ataque de domingo de Páscoa no Paquistão contra os cristãos, no qual 72 pessoas foram mortas, que tal violência "não é apenas contra os ensinamentos islâmicos, mas também é um ataque contra toda a humanidade".

O mufti argumentou que "é injustificável atacar outro ser humano só porque ele tem uma fé diferente", e descreveu o ataque como "um ato de desumanidade e uma afronta para as pessoas que acreditam nos valores da compaixão e da coexistência pacífica".

Já o escritor cristão e ex-muçulmano, Nabeel Qureshi alertou que o islamismo não seria exatamente uma religião que prega a paz.

"Quando comecei a investigar, realmente acreditava que o contexto eram todos de batalhas defensivas no Corão. Mas quanto mais eu investigava, mais eu percebia que simplesmente não era o caso", relatou.

"O capítulo 9 do Corão é o mais violento. Fala sobre o arrependimento. É o mesmo capítulo que diz: 'Combatei os judeus e cristãos, até que eles paguem, humilhados, o tributo (9:29)", disse.

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