Estado Islâmico confirma a morte de um de seus principais militantes e o cita como "mártir"

Conhecido como 'Jihadi John', o terrorista Mohammed Emwazi se tornou um dos homens mais procurados do mundo depois que ele foi mostrado em vídeos, decapitando reféns do Estado Islâmico.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 20 Janeiro de 2016 as 1:59

A morte do chamado "Jihad John" em um ataque realizado por um drone, em novembro (2015) foi confirmado por um meio de comunicação associado ao Estado islâmico.

Descrevendo o terrorista pelo seu nome falso "Abu Muharib al-Muhajir" e utilizando o calendário islâmico, a revista 'Dabiq' - associada ao grupo terrorista - disse: "Na quinta-feira, dia 29 de Muharram, 1437 [12 de novembro de 2015], Abu Muhārib shahadah finalmente alcançou o [martírio] pela a causa de Alá, que ele procurou por tanto tempo, quando o carro em que ele estava foi alvo de um ataque por um drone na cidade de Raqqah, que destruiu o veículo e o matou instantaneamente".

Identificado como Mohammed Emwazi, o terrorista se tornou um dos homens mais procurados do mundo depois que ele foi mostrado em vídeos, decapitando pessoas, incluindo os jornalistas norte-americanos Steven Sotloff e James Foley, o trabalhador humanitário Abdul-Rahman Kassig, os voluntários britânicos David Haines e Alan Henning e o jornalista japonês Kenji Goto.

Goto - que confessou sua fé cristã - foi capturado por militantes do Estado Islâmico quando ele voltou para a Síria, com o objetivo de ajudar a encontrar seu amigo Haruna Yukawa, que tinha sido capturado anteriormente. O grupo terrorista exigiu um pagamento de 200 milhões de dólares pelo resgate dos dois prisioneiros.

Nascido no Kuwait em 1988, Emwazi foi levado para a Grã-Bretanha por sua família, quando ele tinha seis anos de idade. Ainda em solo britânico, ele se formou em programação de computadores.

Acredita-se que o ataque com mísseis norte-americanos que mataram Ewazi teve meses de preparação, mas sua execução foi rápida, em novembro de 2015, enquanto os drones cruzaram o céu da síria de Raqqa, segundo autoridades americanas.

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